Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Aécio retoma corrida ao Senado com histórico de inquéritos e decisões judiciais

Candidato em Minas Gerais, ex-governador foi investigado em casos que terminaram arquivados, rejeitados ou com absolvição.

Aécio volta à disputa pelo Senado sob o peso de um histórico de investigações

Aécio Neves (PSDB) anunciou em agosto deste ano a candidatura a uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. O retorno à disputa ocorre após uma sequência de investigações e ações judiciais que apuraram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, caixa 2 e irregularidades eleitorais.

Os casos tiveram desfechos diferentes. Parte foi arquivada, denúncias foram rejeitadas e, no episódio envolvendo a JBS, Aécio chegou a se tornar réu antes de ser absolvido em primeira instância.

Cidade Administrativa

O capítulo mais recente com decisão relevante envolve as obras da Cidade Administrativa, construídas durante o governo de Aécio em Minas. Em setembro de 2025, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou recursos relacionados a uma ação de improbidade e, por maioria, considerou improcedentes os pedidos apresentados no processo.

A apuração havia investigado suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e fraude em licitação. O Inquérito 4392 foi enviado à Justiça de Minas Gerais em 2018, porque os fatos estavam relacionados ao período em que Aécio ocupava o cargo de governador.

Relatos de delatores apontaram um suposto esquema envolvendo empresas responsáveis pelas obras, com uma acusação de pagamento equivalente a 3% dos contratos. O caso passou por diferentes decisões e questionamentos sobre a validade de elementos usados nas ações, com frentes nas áreas criminal e de improbidade.

O caso JBS

Em 2017, uma gravação entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) registrou conversa entre Aécio e Joesley Batista, da J&F Investimentos. Conforme a acusação, o então senador teria solicitado R$ 2 milhões. O dinheiro foi entregue a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio.

O episódio originou o Inquérito 4506. Em 2018, a Primeira Turma do STF recebeu denúncia contra Aécio, Andrea Neves, Frederico Pacheco e Mendherson Lima por corrupção passiva. No caso de Aécio, também houve acusação por obstrução da investigação.

A Justiça Federal determinou em 2019 o bloqueio de R$ 128 milhões, valor relacionado à quantia que, segundo a ação, teria sido paga ao político entre 2014 e 2017. A investigação reuniu a gravação, registros da entrega do dinheiro, depoimentos de colaboradores e informações bancárias.

Em 2022, porém, a Justiça Federal em São Paulo absolveu os quatro acusados da denúncia de corrupção passiva. A decisão considerou insuficientes as provas para demonstrar que o pedido dos R$ 2 milhões configuraria corrupção.

Outros inquéritos

No Inquérito 4244, Aécio foi investigado por suspeitas relacionadas a Furnas Centrais Elétricas. O procedimento acabou arquivado em março de 2021, a pedido da própria PGR, depois de novas diligências. O ministro Gilmar Mendes afirmou que não havia suporte probatório mínimo para uma denúncia.

O Inquérito 4444 apurou suspeitas de caixa 2 na campanha presidencial de 2014, a partir de colaborações de executivos da Odebrecht e da OAS. Em agosto de 2021, a Segunda Turma do STF determinou o arquivamento por falta de provas suficientes após mais de quatro anos de investigação.

Em dezembro de 2024, Gilmar Mendes também determinou o trancamento de um inquérito eleitoral que tramitava na 30ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte. O procedimento investigava uma suposta omissão de despesas na prestação de contas da campanha presidencial e foi encerrado por excesso de prazo e ausência de provas suficientes.

No Inquérito 4436, a PGR acusou Aécio de receber vantagens indevidas da Odebrecht e da Andrade Gutierrez entre 2009 e 2010, em investigação ligada às usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. A denúncia mencionava R$ 65 milhões em suposta propina. Em novembro de 2022, o Plenário do STF a rejeitou por unanimidade.

Já o Inquérito 4830, originado na colaboração de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, investigava supostos pagamentos entre 2010 e 2012 relacionados ao programa Luz para Todos. A Segunda Turma do STF arquivou o caso em fevereiro de 2024 por considerar que não havia elementos mínimos para a continuidade da apuração.

O candidato foi procurado para comentar as informações, mas não respondeu até o fechamento. O espaço permanece aberto para manifestação.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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