A defesa da proibição de bets e cassinos online é maior entre mulheres e eleitores de Lula, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1º). O apoio chega a 82% entre as mulheres e a 85% entre quem declara intenção de votar no presidente do PT. Entre os homens, o índice é de 74%; entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, do PL, fica em 70%.
No total, 78% dos entrevistados são favoráveis ao fim das apostas online. Outros 18% se dizem contrários, enquanto 4% não opinaram. A aprovação da proibição é majoritária em todos os segmentos sociodemográficos considerados no levantamento.
A pesquisa foi feita entre 28 de setembro e 1º de outubro, depois da medida provisória assinada pelo presidente Lula que proibiu as apostas online às vésperas da eleição. O estudo ouviu 2.506 pessoas em 152 municípios. A margem de erro da amostra total é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o número BR-08039/2026.
Entre os grupos religiosos, 81% dos evangélicos apoiam a proibição, ante 76% dos católicos. Na comparação com o levantamento anterior sobre o tema, realizado em novembro de 2024, houve crescimento de 13 pontos percentuais no apoio: naquela ocasião, 65% defendiam a medida, 27% eram contra e 8% não opinaram.
Em julho, outro levantamento do Datafolha indicou que 7% dos eleitores com 18 anos ou mais faziam apostas em bets ou cassinos online. A maioria, 93%, afirmou não jogar. Entre as pessoas que se consideravam endividadas, 6% disseram apostar, proporção próxima à registrada no conjunto da população.
A medida provisória foi assinada na sexta-feira (25). O anúncio coube ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que governos anteriores trataram o tema com vergonha e descaso. As bets se tornaram um dos temas centrais do governo e da campanha de reeleição de Lula. O texto também registra estudos que associam o acesso às plataformas ao aumento do endividamento e ao vício.








