Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Augusto Cury apresenta plano para ampliar seguro e produção no agronegócio

Candidato à Presidência promete dobrar a produção de alimentos, criar agroindústrias e ampliar o seguro rural para até 50%.

O candidato do agronegócio? Augusto Cury quer seguro rural de até 50%, 10 mil agroindústrias e 100 usinas de etanol de milho

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) colocou o agronegócio entre as principais bandeiras de sua campanha e apresentou um plano que prevê dobrar a produção brasileira de alimentos em oito a dez anos. A proposta inclui ampliar o seguro rural para até 50%, criar 10 mil agroindústrias e instalar pelo menos 100 usinas de etanol de milho.

Mais conhecido como escritor de livros sobre psicologia e comportamento humano, Cury também se apresenta como médico psiquiatra e produtor rural. Entre as medidas defendidas estão a atração de capital estrangeiro para financiar o setor com juros menores, o fortalecimento da Embrapa e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a expansão da produção no semiárido.

Produção, crédito e seguro

A meta de dobrar a produção exigiria uma aceleração no ritmo do campo. Nas últimas duas décadas, a safra brasileira de grãos cresceu, em média, cerca de 5,8% ao ano. Para alcançar o dobro em dez anos, seria necessário avançar 7,2% ao ano. Em oito anos, o crescimento anual teria de chegar a 9,1%.

Cury afirma que o seguro rural deveria cobrir entre 30% e 50% das atividades. Na avaliação dele, o setor enfrenta instabilidade provocada pelo clima, pelo preço dos insumos, pelo mercado de grãos, pela geopolítica e pelo câmbio. O candidato também defende levar pelo menos US$ 200 bilhões por ano de fundos soberanos estrangeiros ao Brasil, com segurança jurídica e proteção em dólar.

A proposta prevê que os recursos sejam emprestados a juros de 4% a 6% ao ano. Para o candidato, a medida poderia reduzir o custo do financiamento para produtores rurais, industriais e comerciantes.

Cury também afirma que o Brasil precisa de responsabilidade fiscal e critica o que chama de dependência de juros. Ele cita R$ 92,2 bilhões de déficit já neste ano e R$ 1,14 trilhão do ano passado usado para rolar a dívida federal.

Embrapa, semiárido e agroindústria

O candidato diz que pretende fortalecer a Embrapa e o IAC para ampliar a produtividade e transformar o Brasil em um polo de fruticultura. Ele cita a diferença entre as exportações brasileiras e peruanas de frutas: o Brasil exporta entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão, enquanto o Peru supera US$ 7 bilhões. A meta apresentada é chegar a pelo menos US$ 10 bilhões em frutas.

Para a agricultura familiar, Cury propõe ampliar o acesso ao seguro e à tecnologia. Ele menciona a possibilidade de cooperação com a China, por causa de máquinas voltadas a pequenas áreas, e com Israel, na área de recursos hídricos e tecnologia.

Outra promessa é transformar 12% do semiárido em área de fruticultura, horticultura, agroindústria e produção de proteína animal. O plano inclui o Vale do Jequitinhonha, o norte de Minas e grande parte do Nordeste.

Etanol de milho e energia

Cury defende a criação de pelo menos 100 usinas de etanol de milho. A produção geraria grão seco de destilaria, conhecido como DDGs, com aproximadamente 30% de proteína, para uso na avicultura, na suinocultura e na bovinocultura.

O candidato também propõe transformar usinas de etanol de cana em unidades híbridas, capazes de processar milho durante o período de ociosidade. Outra ideia é criar uma Secretaria de Bioenergia no Ministério da Agricultura e um Ministério da Energia Renovável, que também poderia ficar dentro do Ministério da Indústria.

A produção brasileira de alimentos, segundo a proposta, passaria de 350 milhões para 700 milhões de toneladas. Cury ainda defende a expansão das energias eólica e solar, do hidrogênio verde e a atração de grandes data centers.

Famílias e crise no campo

O candidato afirma que o agronegócio atravessa uma crise financeira e relaciona o problema ao custo de custeio, que estaria em 20%, diante de uma lucratividade entre 5% e 7%. Também cita o aumento das recuperações judiciais entre empresas de insumos, máquinas e produtos usados pelo setor.

Para a economia, Cury propõe dividir o BNDES em dois bancos: um voltado às microempresas e outro às grandes empresas. O primeiro financiaria 10 milhões de microempresas nos próximos oito a dez anos.

Ele também defende uma recuperação judicial para pessoas físicas e cita a situação de 82% das famílias endividadas. Na avaliação do candidato, a política econômica deveria reduzir a dependência do rentismo, ampliar o capital de risco e distribuir a atividade empreendedora pelo país.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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