Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Relatos apontam contradições de Flávio Bolsonaro sobre Daniel Vorcaro

Conversas, checagens e suspeitas da Polícia Federal colocam sob questionamento as explicações do senador sobre o Banco Master e um filme sobre Jair Bolsonaro.

Mentiras deixam Flávio Bolsonaro nu em praça pública
Foto: Anderson Coelho/Folhapress

Relatos publicados sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro apontam contradições nas declarações do senador a respeito do Banco Master e do financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. As informações incluem conversas privadas, uma abordagem feita ao parlamentar e dados atribuídos à Polícia Federal e à agência de checagem Aos Fatos.

Em uma declaração divulgada há uma semana, Flávio pediu ampla apuração sobre o caso do Banco Master. Naquele momento, Ciro Nogueira, apontado como aliado de sua candidatura, era citado por ter recebido pagamentos de Vorcaro. O senador também apareceu usando uma camisa com a frase “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”.

Horas antes da publicação de uma reportagem sobre o caso, o repórter Thalys Alcântara perguntou a Flávio se ele havia negociado com Vorcaro pagamentos para a produção de um filme sobre seu pai. O senador negou os pagamentos, chamou o jornalista de “militante” e afirmou: “é dinheiro privado! é dinheiro privado”.

Conversas divulgadas depois mostram Flávio e Vorcaro trocando mensagens em tom de proximidade. Em uma delas, o senador escreveu: “Estou e estarei contigo sempre”. A mensagem teria sido enviada um dia antes da prisão do banqueiro, conforme o relato.

Aos Fatos informou que identificou ao menos 12 declarações falsas de Flávio sobre o caso antes da publicação da reportagem. O senador, por sua vez, teria admitido o recebimento de dinheiro de Vorcaro para o filme. A produtora responsável pela obra, com apoio de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, negou ter recebido qualquer valor.

O filme e o destino dos recursos

Outra apuração relatou que Vorcaro aceitou receber Jair Bolsonaro em sua mansão, em Brasília, para assistir a um documentário. O encontro teria como objetivo pedir apoio para financiar o longa “Dark Horse”. Não há confirmação de que a reunião tenha ocorrido, mas o relato afirma que o dinheiro destinado ao filme foi transferido.

A Polícia Federal suspeita que os recursos tenham sido usados para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O dinheiro teria sido enviado pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas.

O valor negociado para a produção foi apresentado como R$ 134 milhões. Também foi mencionado um acordo de R$ 61 milhões, cuja destinação não foi esclarecida. O relato acrescenta denúncias de comida estragada, alimentação insuficiente, jornadas longas e atrasos de pagamento durante a produção.

As informações sobre a proximidade entre Vorcaro e integrantes da família Bolsonaro também reacenderam a disputa em torno da caracterização do escândalo do Banco Master. De um lado, há a tese de que o caso atingiria diferentes grupos políticos. De outro, os relatos destacam doações para campanhas bolsonaristas e o investimento em uma produção sobre Jair Bolsonaro.

A apuração também questiona informações que associaram Vorcaro a filmes sobre Lula e Temer. O argumento apresentado é que essas afirmações se basearam em declarações de pessoas ligadas ao banqueiro, sem indicação de provas que confirmassem o financiamento do filme sobre Lula.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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