O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo, infração disciplinar prevista na decisão assinada pelo Ministério da Justiça e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21).
A pasta afirma que Eduardo faltou injustificadamente ao serviço por período superior a trinta dias consecutivos. O desligamento alcança Eduardo Nantes Bolsonaro, integrante do quadro de pessoal da Polícia Federal.
Processo disciplinar
A corporação havia determinado, em 2 de janeiro deste ano, que o ex-deputado retornasse imediatamente às atividades no Rio de Janeiro, depois da cassação do mandato parlamentar. Como ele está nos Estados Unidos, as faltas sem justificativa são registradas desde 19 de dezembro de 2025.
Naquele momento, a Polícia Federal informou que a ausência poderia “ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”. Também foi publicado um despacho do corregedor regional da corporação no Rio de Janeiro determinando o afastamento de Eduardo.
Em 27 de janeiro, a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu processo administrativo para apurar se a ausência ocorreu de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos.
Eduardo começou a trabalhar como escrivão em Guajará-Mirim, em Rondônia, em 2010. Em 2015, passou a atuar em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até tomar posse como deputado federal.
Atribuições do cargo
Entre as funções de um escrivão da Polícia Federal estão a formalização de procedimentos investigativos e a garantia da validade jurídica dos inquéritos. O cargo também envolve a organização de autos e mandados, além do controle de documentos, provas e fianças.







