GOIÂNIA — A proposta de criação de um Fundo de Investimento Imobiliário para Goiânia enfrenta resistência na Câmara por não apresentar, inicialmente, a lista de imóveis e áreas públicas que poderão fazer parte da estrutura. O prefeito Sandro Mabel (UB) discutiu o projeto nesta segunda-feira (14) com 15 vereadores e explicou que a definição dos bens dependerá de avaliações e estudos técnicos.
Mabel afirmou que a Prefeitura deixa de obter recursos que poderiam ser destinados ao déficit da Previdência Municipal. Segundo ele, ainda na gestão de Iris Rezende, uma avaliação estimou em cerca de R$ 300 milhões o valor conjunto de terrenos públicos. Na avaliação do prefeito, esse patrimônio poderia contribuir para enfrentar parte do problema previdenciário.
“É um dinheiro que poderia estar se usando para fazer mais hospitais, mais escolas, mais praças, mais uma série de coisas”, disse Mabel ao defender uma solução para o uso dos recursos municipais. Ele também afirmou que o fundo pode proteger o patrimônio público, criar receitas e reduzir a pressão sobre a Previdência.
Como o fundo seria administrado
O projeto prevê que uma empresa especializada seja escolhida por meio de licitação para gerir os imóveis e as áreas públicas. Mabel disse que o edital deverá estabelecer exigências para selecionar empresas com histórico de administração e rentabilidade de fundos.
A proposta, conforme explicou o prefeito, manteria os imóveis como patrimônio da Prefeitura, mas permitiria que eles gerassem rendimentos. A intenção é evitar que áreas permaneçam descuidadas e sujeitas a invasões.
Avaliação antes da inclusão
A ausência de uma relação prévia dos imóveis é um dos pontos questionados pelos vereadores. Mabel argumentou que a identificação dos ativos deve ocorrer antes da incorporação ao fundo. Depois de selecionados, os bens passariam por avaliação e estudos técnicos para verificar a viabilidade de exploração econômica.
“Nós vamos fazer com que as áreas públicas possam estar dentro de um fundo que continua sendo patrimônio da Prefeitura e ao mesmo tempo ela dá rendimento”, afirmou. O prefeito ressaltou que nem todos os imóveis municipais serão incluídos: a participação dependerá da viabilidade de cada ativo.







