Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF diz que Eduardo Bolsonaro orientou destino de recursos do filme Dark Horse

Relatório aponta repasses de US$ 12,3 milhões a fundo nos Estados Unidos ligado ao advogado do ex-deputado.

Eduardo orientou gestão de recursos de “Dark Horse” nos EUA, diz PF

A Polícia Federal afirma que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou como seriam administrados, nos Estados Unidos, os recursos enviados para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O dinheiro foi encaminhado a um fundo administrado por Paulo Sérgio Camin Calixto, advogado de Eduardo.

As informações aparecem em documentos divulgados em 6ª feira (11.set.2026), após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo das investigações. A medida foi tomada a pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e da Procuradoria Geral da República.

Repasses ao fundo

Segundo a PF, conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Master, mostram intermediários transmitindo orientações atribuídas ao ex-deputado. Em 21 de março de 2025, Thiago Miranda, então dono do portal Leo Dias, enviou a Vorcaro uma captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo.

O diálogo mencionava maneiras de administrar os recursos nos Estados Unidos, a possibilidade de enviar a maior quantidade possível de valores pelo modelo utilizado naquele momento e a disponibilidade de Altieres Santana. O relatório identifica Santana como corretor nos Estados Unidos, com experiência nos mercados imobiliário e financeiro. Ele era sócio de Paulo Sérgio Camin Calixto na gestão do Havengate Development Fund LP.

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que a Entre Investimentos e Participações Ltda. transferiu US$ 12,3 milhões ao Havengate durante 2025. O contrato de financiamento do filme previa US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época.

A PF registra que o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia conceder green card a investidores. Como o projeto não avançou, o Havengate ficou inativo por 4 anos e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses destinados à produção.

Encontros sobre a produção

Em março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) queriam marcar uma reunião sobre o andamento do financiamento.

A investigação também busca esclarecer a atuação de Flávio Nantes Bolsonaro, Eduardo Nantes Bolsonaro, Mário Luís Frias, Thiago Miranda Silva, Fabiano Campos Zettel, Paulo Sérgio Camin Calixto, Altieres Santana e outros envolvidos na montagem, cobrança e destinação dos aportes.

Eduardo Bolsonaro foi procurado sobre as informações do relatório, mas não respondeu até a publicação.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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