Terça-feira, 8 de setembro de 2026
A cultura que acontece
Brasil

Pisa aponta diferença de 96 pontos em ciências entre grupos socioeconômicos no Brasil

Estudantes brasileiros de maior nível socioeconômico superaram os de menor nível no exame de 2025; desigualdade cresceu desde 2022.

Pisa aponta diferença de 96 pontos em ciências entre grupos socioeconômicos no Brasil

Estudantes brasileiros de maior nível socioeconômico tiveram desempenho 96 pontos acima do registrado entre os de menor nível em ciências no Pisa 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo exame.

A média foi de 380 pontos entre os estudantes no extremo inferior da escala socioeconômica e de cerca de 476 pontos no grupo superior. A média brasileira ficou em 409, enquanto a média da OCDE chegou a 482. Entre os países da organização, a diferença média foi de 85 pontos.

O Pisa avalia estudantes de 15 anos matriculados em escolas de países e economias participantes. Em cada edição, uma das áreas analisadas recebe atenção mais detalhada. Em 2025, esse foco foi ciências.

Como a desigualdade é medida

A OCDE não classifica os alunos diretamente pela renda familiar. O índice de nível econômico, social e cultural considera a escolaridade e a ocupação dos pais ou responsáveis, além de recursos disponíveis em casa, como livros, espaço para estudar e acesso à internet.

Por isso, a comparação entre os 25% de maior e de menor nível socioeconômico reúne estudantes nos extremos dessa escala, e não necessariamente os mais ricos e os mais pobres. No Brasil, 35% dos estudantes estão no quartil internacional mais baixo, enquanto 14% estão no mais alto. Os dois quartis intermediários concentram 29% e 23% dos alunos.

Entre os países da OCDE, a maior diferença aparece na Alemanha, com 125 pontos, enquanto no Canadá ela é de 59 pontos. Considerando os 12 países com desempenho entre 393 e 420 pontos em ciências, o Brasil registrou a maior distância entre os grupos. Colômbia, com 93 pontos, Equador, com 86, e Argentina, com 82, aparecem na sequência. Cazaquistão, com 41, e Jordânia, com 42, tiveram as menores diferenças nesse conjunto.

A origem socioeconômica corresponde a 16% da variação no desempenho brasileiro em ciências, acima dos 12% observados na média dos países da OCDE. Entre os estudantes brasileiros dos 25% de menor nível socioeconômico, 10% alcançaram o grupo de melhor desempenho, ante 12% na média da OCDE.

Entre 2022 e 2025, a distância entre os grupos brasileiros aumentou 5 pontos. No mesmo período, a média de um grupo de referência formado por 35 países da OCDE caiu 13 pontos. A variação negativa no Brasil também foi registrada na Turquia e nas Filipinas.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5