O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) descartou apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ou o grupo político do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. Ele afirmou que pretende anular o voto caso não esteja nessa etapa da disputa.
A declaração foi dada no domingo (27/9), depois de um ato em Salvador (BA). Ao falar sobre sua estratégia eleitoral, Renan disse: “Vou votar 14 no primeiro e segundo turno”.
Questionado sobre uma possível composição com Flávio Bolsonaro, o candidato afirmou que trabalha para chegar ao segundo turno e que não considera o senador como uma alternativa em nenhum cenário. Renan também criticou a ideia de que o eleitor seja obrigado a escolher entre os grupos políticos de Lula e Bolsonaro.
O candidato ainda declarou que Flávio Bolsonaro não deveria disputar a Presidência e mencionou o escândalo da rachadinha ao justificar sua posição. Renan afirmou que criou o próprio partido para oferecer uma opção aos eleitores que não querem votar nos dois grupos.
A rejeição a uma aliança já havia sido manifestada em uma sabatina realizada pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. Na ocasião, ao ser questionado sobre uma eventual composição, Renan disse que não trabalharia com a hipótese de se juntar a nenhum dos grupos políticos.
Aproximação descartada
Em entrevista ao SBT Brasil, Renan contou que integrantes ligados à campanha de Flávio Bolsonaro procuraram seu grupo para conversar. Segundo ele, porém, qualquer aproximação política continua fora de cogitação. “Não consigo me misturar com essa gente”, afirmou.
A posição também alcança o grupo político de Lula. Renan disse que, se não avançar na disputa presidencial, não escolherá um dos dois lados no segundo turno e manterá a decisão de anular o voto.







