A posição de Vênus no céu muda nesta sexta-feira (18), quando o planeta alcança seu maior brilho. A observação deve ser feita pouco depois do anoitecer, na direção oeste, onde o Sol se põe. Como estará próximo ao horizonte, Vênus aparecerá como um ponto muito luminoso e poderá ser identificado sem telescópio ou binóculos.
A intensidade prevista é de aproximadamente magnitude -4,8. Com esse brilho, o planeta deverá se destacar diante de todas as estrelas próximas, inclusive enquanto o céu ainda não estiver completamente escuro.
O que explica o brilho
O fenômeno resulta da combinação entre a distância de Vênus em relação à Terra, o tamanho aparente de seu disco e a porção iluminada pelo Sol que pode ser vista daqui.
O planeta se aproxima do alinhamento em que ficará entre a Terra e o Sol. Nesse processo, chega mais perto da Terra e parece maior no céu, mas apresenta uma parcela progressivamente menor de sua superfície iluminada. A maior intensidade ocorre por causa do equilíbrio entre essas duas condições.
Após o pico de brilho em 18 de setembro, Vênus seguirá, no céu, em direção aparente ao Sol. A trajetória continuará até o momento em que o planeta passe entre a Terra e o astro.
Um planeta visível e extremo
Segundo a NASA, Vênus é o segundo planeta a partir do Sol e o vizinho planetário mais próximo da Terra. Considerando os objetos naturais observados no céu terrestre, ocupa o terceiro lugar em brilho, atrás do Sol e da Lua.
Quando aparece antes do amanhecer, é chamado de “estrela-d’alva”. Depois do pôr do sol, recebe o nome de “estrela-vespertina”. Apesar desses nomes, Vênus não é uma estrela: ele reflete a luz solar.
O planeta tem dimensões e estrutura semelhantes às da Terra, mas suas condições de superfície são muito diferentes. A atmosfera extremamente densa produz um intenso efeito estufa, e a temperatura média chega a aproximadamente 467°C, suficiente para derreter chumbo. A pressão atmosférica na superfície equivale a cerca de 93 vezes a pressão ao nível do mar terrestre.







