Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Série de Mary Poppins será baseada nos oito livros de P. L. Travers

Projeto independente busca adaptar diretamente a obra literária e não depender da autorização da Disney para avançar.

Série de Mary Poppins será baseada nos oito livros de P. L. Travers

Uma série live-action de Mary Poppins está em desenvolvimento a partir dos oito livros de P. L. Travers, sem refazer o musical lançado pela Disney em 1964. O projeto é conduzido por Tom Winchester e pretende levar à tela uma versão da babá mais próxima da literatura, com traços severos, vaidosos, imprevisíveis e, em alguns momentos, ameaçadores.

A produção ainda está em fase inicial de apresentação e procura um showrunner. Winchester adquiriu a opção dos direitos diretamente com os administradores do espólio de P. L. Travers. Com isso, a série pode avançar sem depender da autorização da Disney, embora existam conversas preliminares com o estúdio por causa de sua associação histórica com a personagem.

A responsável pelo projeto é a Pure Fiction Television, produtora independente apoiada pela See-Saw Films, de “Slow Horses” e “Heartstopper”, e pela agência britânica Hamilton Hodell. A negociação foi feita a partir dos direitos literários administrados pelo espólio da autora.

Uma Mary Poppins diferente

Nos livros, a personagem acompanha Jane e Michael Banks em aventuras mágicas que também assumem tons surreais e assustadores. A edição brasileira publicada pela Zahar define Mary Poppins como “durona e misteriosa”. Essa representação se distancia da imagem mais acolhedora consolidada no cinema por Julie Andrews.

A intenção da nova adaptação é explorar aspectos reduzidos ou deixados de lado pelas versões anteriores. Músicas, caracterizações e criações específicas dos filmes pertencem à Disney, enquanto a série parte do material literário de Travers. Essa separação pode resultar em uma abordagem visual diferente da iconografia criada pelo estúdio.

O legado das adaptações

O filme “Mary Poppins” (1964), estrelado por Julie Andrews e Dick Van Dyke, recebeu 13 indicações ao Oscar e venceu cinco, incluindo Melhor Atriz para Andrews. A interpretação da atriz definiu por décadas a imagem da babá no imaginário popular.

A personagem também voltou aos cinemas em “O Retorno de Mary Poppins” (2018), com Emily Blunt no papel principal e Lin-Manuel Miranda no elenco. Dirigida por Rob Marshall, a produção manteve o formato de fantasia musical e contou com a participação de Dick Van Dyke aos 92 anos.

A relação de Travers com o primeiro filme foi marcada por insatisfação. O conflito da escritora com Walt Disney durante a produção inspirou, décadas depois, “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013), com Emma Thompson como Travers e Tom Hanks como Disney.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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