Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Supergirl lidera ranking da HBO Max em 23 países após estreia no streaming

Filme estrelado por Milly Alcock alcançou o topo da plataforma, enquanto espectadores questionam a rejeição que marcou sua passagem pelos cinemas.

Supergirl lidera ranking da HBO Max em 23 países após estreia no streaming

“Supergirl” encontrou no streaming o público que não apareceu nos cinemas. Um dia depois de chegar à HBO Max, o filme estrelado por Milly Alcock assumiu o 1º lugar entre os longas da plataforma em 23 países e alcançou a 2ª posição no ranking mundial do serviço, de acordo com o FlixPatrol.

O resultado veio acompanhado por uma onda de comentários de espectadores que decidiram assistir ao longa depois de meses de repercussão negativa. Nas redes, usuários passaram a comparar a produção vista na HBO Max com a imagem de desastre que se consolidou durante a temporada nos cinemas.

Liderança em diferentes mercados

O levantamento do FlixPatrol referente a sexta-feira (11/9), primeiro dia completo após a estreia no streaming, colocou “Supergirl” no topo entre os filmes em mercados como Reino Unido, Austrália, Espanha, Portugal, Bélgica, Holanda, Polônia, Suíça, Dinamarca, República Tcheca, Indonésia, Filipinas, Singapura, Taiwan e Tailândia.

A chegada à plataforma contrasta com o desempenho comercial do longa, lançado no fim de junho. A arrecadação mundial terminou em US$ 126,4 milhões, diante de um orçamento de produção de aproximadamente US$ 170 milhões, sem contar os gastos de marketing.

Nos Estados Unidos e no Canadá, “Supergirl” estreou com US$ 37 milhões, abaixo das projeções próximas de US$ 55 milhões, e caiu 77% no 2º fim de semana. A bilheteria doméstica acabou em US$ 72,3 milhões, enquanto os demais mercados acrescentaram cerca de US$ 54 milhões.

Espectadores reavaliam o filme

Comunidades dedicadas à DC no Reddit passaram a reunir centenas ou milhares de interações sobre o desempenho na HBO Max. Muitos usuários consideram que a rejeição original foi desproporcional. “Tinha problemas, mas não merecia fracassar tanto”, resumiu um dos comentários mais apoiados.

Parte do público afirma ter chegado ao streaming esperando encontrar um desastre, depois de acompanhar comentários negativos por meses. Uma discussão aberta no fim de semana questionou se o filme “é realmente tão ruim assim”. As respostas mais populares foram negativas, com avaliações recorrentes entre 6 e 8 pontos e elogios principalmente à atuação de Milly Alcock.

Outra publicação, com mais de mil votos, afirmou que a produção foi “criticada de forma precipitada” nos cinemas. A expectativa de uma reavaliação já circulava entre fãs quando a HBO Max anunciou a estreia para 10 de setembro. Depois que o longa ficou disponível sem custo adicional para assinantes, comentários como “acabei de assistir e não entendo o ódio” se repetiram.

Recepção dividida antes da estreia

Os indicadores de avaliação já mostravam uma distância entre crítica profissional e público. “Supergirl” registra 53% de aprovação entre 373 críticas no Rotten Tomatoes. Entre mais de 5 mil avaliações verificadas de espectadores, a aprovação chega a 72%.

A nota B- do CinemaScore também apontava uma resposta mediana entre o público da estreia, sem indicar entusiasmo nem a rejeição extrema sugerida por parte das discussões nas redes.

As críticas mais recorrentes se concentraram no vilão Krem, no excesso de tons escuros, em algumas sequências de ação e nas alterações feitas na adaptação de “Supergirl: A Mulher do Amanhã”, de Tom King e Bilquis Evely. Mesmo avaliações negativas destacaram com frequência a atuação de Alcock.

Ataques à atriz e disputa cultural

A hostilidade contra Milly Alcock começou antes de o público ter acesso ao filme. Durante a campanha promocional, a atriz foi alvo de ataques relacionados à aparência e à caracterização da heroína. Fotografias foram alteradas para sexualizar o figurino, enquanto publicações questionavam a aparência da personagem e sua expressão nos cartazes.

Dean Cain, que interpretou Superman na série “Lois & Clark”, compartilhou e comentou publicações que atacavam a aparência da atriz. Alcock também respondeu a perfis anônimos que criticavam declarações feitas por ela sobre a personagem meses antes da estreia.

Após o lançamento, a apresentadora americana Megyn Kelly comemorou publicamente o desempenho fraco nas bilheterias e associou o resultado ao que chamou de era da “girlboss imposta”, além de atacar Alcock. A discussão sobre o filme acabou misturada a um embate sobre protagonista feminina, aparência e uma suposta agenda “woke”.

A bilheteria ainda ampliou a percepção de fracasso. Com orçamento de US$ 170 milhões, o desempenho transformou “Supergirl” em um dos grandes fracassos comerciais do verão americano, apesar de 2026 ter registrado arrecadação recorde no período. A comparação com sucessos bilionários como “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, “A Odisseia” e “Toy Story 5” reforçou a impressão de rejeição generalizada.

O desempenho na HBO Max não recupera o dinheiro perdido nos cinemas nem muda a bilheteria. Mas indica que a ausência de compradores de ingressos não significava necessariamente ausência de qualidades no filme. No streaming, espectadores que esperaram pela plataforma agora descrevem uma produção divertida e bem interpretada, bem diferente do desastre que esperavam encontrar.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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