RECIFE — A instalação interativa A Casa de Todos, da artista visual Leila Alberti, abre ao público nesta sexta-feira (2), na CAIXA Cultural Recife, no Bairro do Recife. A obra permanece no espaço até 25 de outubro, com entrada gratuita e uma programação de oficinas e contações de histórias.
Com 9 m² e 2,7 m de altura, a estrutura é revestida por peças de crochê produzidas por artistas e artesãs da ONG Lucianas e Marias, organização sem fins lucrativos sediada em Curitiba (PR). A exposição já passou por Curitiba, Rio de Janeiro e Fortaleza.
A proposta é criar um ambiente para brincar, experimentar, aprender e compartilhar momentos de convivência. As oficinas são destinadas a pessoas a partir dos 16 anos e abordam crochê tradicional e brincante, bordado, tecelagem, macramê, esculturas e outras formas de criação.
Oficinas e histórias
As atividades de criação acontecem às terças e quartas-feiras, das 14h às 17h, e às sextas-feiras e sábados, das 10h às 13h. As inscrições devem ser feitas no site da CAIXA Cultural quatro dias antes de cada oficina.
A programação começa em 02 e 03/10, com “Crochê Brincante”, conduzida por Leila Alberti, das 10h às 13h, e “Esculturas Moles”, com Rafael Codognoto, das 14h às 17h. Em 06 e 07/10, Nanda Mélo ministra “Borda Palavra!”.
Nos dias 09 e 10/10, Clara Nogueira conduz “Crochê Livre”. Em 13 e 14/10, Clarissa Machado apresenta “Experimentações em Tear de Papelão”. A oficina com o Coletivo Quilombola de São Lourenço será realizada em 16 e 17/10.
“Aquele Cheiro do Tempo”, com Luciana Borre, está marcada para 20 e 21/10. Fechando a agenda de oficinas, “Bordar Mapas para Contar Sonhos”, com Cadu Cinelli, acontece em 23 e 24/10.
As contações de histórias ocorrem aos sábados, às 17h, com classificação livre e intérprete de Libras. As inscrições são abertas às quartas-feiras no site da CAIXA Cultural. “Caderno de Sonhos”, com Cadu Cinelli, será apresentado em 03/10; “... Finalmente!”, com Yalle Feitosa, em 10/10; “Conversa de Comadre”, com Nanda Mélo, em 17/10; e “Histórias do Meu Povo”, com Roma Julia, em 24/10.
Artistas e proposta
Entre os participantes está Rafael Codognoto, que cria esculturas com tecidos e roupas muitas vezes descartados. A programação também inclui um encontro com mulheres marisqueiras do Coletivo Quilombola de São Lourenço, comunidade de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Elas transformam conchas e redes de pesca em acessórios.
Para Leila Alberti, “A Casa de Todos” é um convite ao encontro consigo mesmo, com o outro e com o próprio tempo. A artista também relaciona o projeto ao questionamento de imposições sociais e preconceitos ligados ao gênero.
Leila vive e trabalha em Curitiba. Nasceu em Quilombo (SC), em 1965, formou-se em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1987 e fez pós-graduação em Poéticas Contemporâneas no Ensino da Arte pela Universidade Tuiuti do Paraná, em 2005.
A instalação pode ser visitada na CAIXA Cultural Recife, na Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife. O projeto tem patrocínio da CAIXA.








