A discussão sobre erros judiciais é o ponto de partida de “Habeas Corpus”, série brasileira que entrou entre as produções de língua não inglesa mais vistas por assinantes da Netflix ao redor do mundo. A plataforma apresenta o título como seu primeiro drama jurídico filmado no Brasil.
Na trama, Marjorie Estiano interpreta Inez Franco, professora de Direito e ex-advogada criminalista. Ela reúne estudantes para revisitar o processo de um jovem que pode ter sido condenado injustamente. A investigação conduzida pelo grupo busca respostas e, ao avançar, revela segredos e coloca os personagens diante de acontecimentos do próprio passado.
Marjorie Estiano disse que a possibilidade de abordar o erro judiciário no Brasil foi o que mais a atraiu no projeto. “Refletir e estudar sobre esse universo foi um dos aspectos mais ricos e instigantes do trabalho. Extremamente complexo e sem respostas exatas”, afirmou.
Para a atriz, a produção também pode estimular conversas sobre desigualdade social, acesso à informação e diferentes realidades do país. Ela define o entretenimento como uma possibilidade de aproximar essas experiências: “Acho que o entretenimento pode ajudar a encurtar distâncias”.
A direção dos episódios é dividida entre a pernambucana Flávia Lacerda e Luiz Villaça, que também é o diretor-geral. A criação é assinada por Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira.
Produzida pela Café Royal, a série tem ainda Any Gabrielly, Vladimir Brichta, Danton Mello, Naruna Costa, Tato Gabus Mendes, Natália Lage e Marisa Orth no elenco. A obra parte do universo jurídico brasileiro para acompanhar os dilemas da professora, dos estudantes e das pessoas envolvidas no caso revisitado.








