SAN SEBASTIÁN — A ausência de Mike Leigh marcou a cerimônia de encerramento do Festival de San Sebastián. O cineasta britânico, que sofre de uma doença degenerativa muscular, participou por meio de um vídeo e recebeu a Concha de Ouro de melhor filme por “Tender Loving Care”.
“Sinto muitíssimo por não poder estar com vocês (...) Que grande honra”, disse Leigh na gravação exibida durante a premiação.
O diretor também foi escolhido pelo júri como vencedor do prêmio de melhor roteiro. O grupo foi presidido pelo cineasta americano Ira Sachs. Kate O’Flynn, uma das atrizes de “Tender Loving Care”, ganhou a Concha de Prata de melhor atuação principal.
A nova conquista amplia o histórico de Leigh em festivais internacionais. Ele venceu a Palma de Ouro em 1996, em Cannes, por “Segredos e Mentiras”, e recebeu o Leão de Ouro em 2004, em Veneza, por “O Segredo de Vera Drake”.
Outros prêmios
A sueca Amanda Kernell levou o prêmio de melhor direção por “Brace Your Heart”. Já o reconhecimento de melhor filme latino ficou com “A Ilusão de Um Verão sem Fim”, documentário da fotógrafa e cineasta argentina Alessandra Sanguinetti.
A produção acompanha, ao longo de 25 anos, duas primas que vivem no campo. Na cerimônia, Alessandra descreveu o trabalho como “um poema, uma carta de amor ao campo argentino, à Argentina e a tanta beleza que está em grande risco”.
O filme concorria na mostra Horizontes Latinos com outras 11 produções de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Paraguai. A cineasta também criticou os cortes nos subsídios ao cinema promovidos pelo governo de Javier Milei e fez críticas à atuação dos Estados Unidos na Argentina e de Israel na Palestina.








