A defesa do espólio de Michael Jackson questiona a inclusão de despesas no pedido apresentado por Paris Jackson para receber mais de US$ 1.165.481,90, cerca de R$ 6 milhões, em honorários e custos advocatícios. A cobrança surgiu após uma decisão judicial que reconheceu o direito da cantora a um reembolso considerado razoável.
John Branca, inventariante do espólio, entregou documentos à Justiça na segunda-feira (14). Na manifestação, ele afirma que Paris incluiu no cálculo trabalhos ligados a outras disputas jurídicas, que não fariam parte do processo relacionado ao pedido de ressarcimento.
A disputa teve início com o pagamento de US$ 625 mil em bônus a advogados do espólio, realizado em 2018. Paris contestou esses pagamentos e, em abril deste ano, o tribunal decidiu a favor dela, determinando que o dinheiro fosse devolvido ao espólio.
Como a iniciativa resultou em um benefício financeiro para os bens deixados pelo cantor, o juiz autorizou que os honorários advocatícios razoáveis de Paris fossem pagos pelo espólio. Depois disso, ela apresentou a cobrança de US$ 1,16 milhão.
Na contestação, Branca classifica o valor como excessivo e questiona também a quantia que Paris calcula ter economizado para os beneficiários. O documento sustenta que parte do montante contabilizado como benefício teria sido devolvida voluntariamente, sem relação direta, necessariamente, com o trabalho jurídico realizado por ela.
A manifestação ainda discute quais despesas podem ser vinculadas ao caso que deu origem ao direito de reembolso. O pedido permanece em análise judicial.







