Sylvester Stallone contou que descobriu pela televisão a nomeação feita por Donald Trump para o cargo simbólico de “embaixador especial de Hollywood”. O ator foi escolhido ao lado de Mel Gibson e Jon Voight, mas afirmou que não esperava receber a função dessa maneira.
“Eu estava assistindo TV numa noite e eles falaram: 'Então, o Stallone, o Mel Gibson e o Jon Voight vão...'”, relatou Stallone. Ele disse que reagiu com surpresa e que, se tivesse sido consultado antes, teria considerado a possibilidade inviável.
Trump apresentou os três atores como enviados especiais com a missão de ajudar a trazer de volta para Hollywood negócios que, segundo ele, foram perdidos para países estrangeiros nos últimos quatro anos. O presidente também afirmou que Stallone, Gibson e Voight seriam seus olhos e ouvidos na indústria e que colocaria em prática as sugestões do grupo.
As reservas de Stallone
Na conversa, o ator de “Rocky, o lutador” explicou que vê Hollywood como uma estrutura dividida entre grupos com seus próprios líderes. Para ele, não seria possível chegar aos seis estúdios e determinar como deveriam conduzir seus negócios.
Stallone, que apoia publicamente Trump, disse ter agradecido ao presidente e recusado a função. Na avaliação dele, Hollywood funciona e vai evoluir por conta própria. O ator também afirmou que a indústria é corporativa e que seus executivos não gostariam de receber orientações financeiras dele. Ele se descreveu como “quase um ateu político”.
A avaliação de Jon Voight
Jon Voight voltou ao tema neste mês ao comentar a possibilidade de uma nova era de ouro para Hollywood caso os incentivos fiscais se equiparem aos oferecidos em outras partes do mundo. Para ele, isso poderia provocar uma reação imediata na indústria, com profissionais sendo chamados e produções começando a ser preparadas.
Questionado sobre a participação de Stallone e Gibson na política, Voight disse que os dois estão muito ocupados. O ator não detalhou quais seriam as próximas ações do grupo criado por Trump.







