Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tom Cruise troca ação por sátira climática em “Digger”

Filme dirigido por Alejandro González Iñárritu estreia no Brasil com Cruise como magnata do petróleo diante de uma catástrofe criada por ele.

A estreia brasileira de “Digger”, nesta quinta-feira (1º), coloca Tom Cruise no papel de um magnata do petróleo que precisa enfrentar as consequências de uma decisão tomada pelo próprio personagem. Conhecido por filmes de ação como “Missão Impossível” e “Top Gun”, o ator interpreta Digger Rockwell, um milionário texano que se tornou o homem mais poderoso do mundo.

A história começa depois que uma plataforma de exploração na Groenlândia explode. O acidente provoca o desprendimento de uma geleira colossal, que passa a flutuar em direção à Europa. Digger havia ignorado alertas e protocolos de segurança, mas precisa buscar uma saída para evitar uma catástrofe de proporções apocalípticas.

Um personagem fora do padrão

A transformação visual de Cruise inclui barriga saliente, calvície, próteses, dentes falsos e perucas. O ator enfrentou sessões de maquiagem de até seis horas para assumir a aparência envelhecida do personagem. Aos 64 anos, ele definiu Digger Rockwell como o trabalho de interpretação mais desafiador de sua carreira.

O elenco também reúne John Goodman, Riz Ahmed e Sandra Hüller. Ahmed interpreta um cientista que alerta sobre o perigo, enquanto Hüller vive a sócia e meia-irmã de Digger.

Cruise também usa o lançamento para revisitar seus 46 anos de carreira. “Nos últimos 46 anos, tive o privilégio de trabalhar ao lado de inúmeros artistas e equipes talentosas para criar esses personagens, histórias e filmes para todos vocês”, escreveu nas redes sociais.

A origem da sátira climática

A direção é de Alejandro González Iñárritu, responsável por “Amores Brutos” (2000), “Babel” (2006), “A Inesperada Virtude da Ignorância” (2014) e “O Regresso” (2015). A ideia de “Digger” começou durante as gravações de “O Regresso”, realizadas em cenários de neve e gelo na Patagônia Argentina e no norte do Canadá.

Na ocasião, Iñárritu teve contato com as mudanças climáticas e observou a postura de empresários petroleiros diante das consequências do degelo. “Veio daí a possibilidade de criar um personagem que insiste em não enxergar essa realidade e luta pela ideia de que todos os demais são loucos em não ver o que ele vê”, comentou o diretor.

A produção dividiu opiniões desde a pré-estreia, na última quarta-feira (30). O filme aparece com 51% de aprovação na plataforma Rotten Tomatoes, enquanto comentários nas redes sociais classificaram a trama como confusa ou decepcionante.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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