A retrospectiva dos 50 anos do Accept fez Wolf Hoffmann rever a própria relação com a história da banda. O guitarrista, porém, diz que o momento atual é o que mais o satisfaz em toda a trajetória do grupo — inclusive quando comparado aos anos 1980.
A avaliação foi dada em entrevista ao programa Full Metal Jackie, durante uma conversa sobre o balanço da carreira. Hoffmann destacou especialmente a formação que conta com o vocalista Mark Tornillo, integrante do Accept há 17 anos.
Um olhar menos nostálgico
Hoffmann afirmou que os anos 1990 foram um período sombrio para o grupo, seguido por uma pausa nas atividades. Ainda assim, sua preferência recai sobre os trabalhos recentes. O músico levantou a possibilidade de a banda estar mais consciente do que faz e mais sábia, mas colocou em dúvida a própria explicação.
O guitarrista também se descreveu como alguém pouco nostálgico, que não costuma permanecer preso ao passado. A preparação do projeto comemorativo, no entanto, o levou a revisitar o catálogo e a organizar participações de convidados. Nesse processo, percebeu que o material se aproximava de um currículo em áudio do Accept.
“De repente eu me sinto velho”, declarou Hoffmann, ao admitir que a dimensão da marca alcançada pelo grupo começou a se tornar concreta para ele. No início da banda, segundo o músico, ninguém esperava que a carreira durasse cinco meses, muito menos cinco décadas. Naquele momento, a cena do metal ainda estava em formação e não havia referências de trajetórias tão longas no gênero.
O próximo passo
O projeto que acompanha o aniversário se chama “Teutonic Titans 1976-2026”. O álbum reúne 19 faixas, com releituras do repertório clássico e a participação de dezenas de convidados.
Para Hoffmann, o mergulho na história serviu como uma recarga. Depois de 17 álbuns de estúdio lançados pelo Accept, ele afirmou estar motivado para trabalhar no próximo disco inédito da banda.






