LOS ANGELES — Andreas Kisser evitou assumir a paternidade do nu metal ao comentar a influência do Sepultura sobre bandas como Korn, Deftones, Slipknot e Limp Bizkit. Durante uma live com o jornalista André Barcinski, o guitarrista respondeu com humor a uma pergunta de espectador: “Para você saber se você é um bom pai, só o filho falando”.
Kisser disse que nunca teve interesse em reivindicar a criação de algum gênero ou movimento. Na avaliação dele, a força de “Roots” está na decisão de não seguir o padrão que as gravadoras tentavam impor naquele período, com guitarras cortadas e uma produção semelhante para grupos como Pantera, Fear Factory e Deftones.
O músico também atribuiu parte do resultado do álbum ao produtor Ross Robinson e ao trabalho de mixagem de Andy Wallace. Para Kisser, os dois formaram uma combinação perfeita. Ele descreveu o disco como orgânico e humano, citando a afinação mais baixa, o timbre sujo de Max Cavalera e o destaque dado por Robinson ao baixo de Paulo Jr.
A lembrança veio de uma apresentação do Sepultura em Los Angeles, realizada no dia da final da Copa do Mundo de 1994. A banda estava em turnê pelos Estados Unidos com Pantera, Biohazard e Prong e comprou ingressos de cambista para assistir à partida entre Brasil e Itália, disputada em 17 de julho.
Depois do jogo, o Sepultura subiu ao palco com pintura verde e amarela. Integrantes do Pantera usaram camisas do Brasil e levaram uma bandeira. Fieldy, baixista do Korn, estava entre as pessoas que acompanharam o show e, segundo Kisser, chorou antes da apresentação ao se emocionar com a cena.
O guitarrista afirmou que o episódio ocorreu em uma fase de destaque para as duas bandas: o Sepultura vivia o ciclo de “Chaos A.D.”, enquanto o Pantera divulgava “Far Beyond Driven”. A carreira do Sepultura será encerrada em 7 de novembro, no Pacaembu, em São Paulo.







