A fase de Brian Johnson no AC/DC é marcada, para Angus Young, por dois discos que continuam ligados a momentos importantes da trajetória da banda: “Back in Black” e “For Those About to Rock”. O guitarrista afirmou que os trabalhos ainda se destacam entre as gravações mais fortes do grupo.
Em entrevista, Angus foi questionado se “Back in Black”, lançado em 1980, representava o ponto alto de Johnson no AC/DC. Em vez de escolher apenas um álbum, ele incluiu o disco seguinte na mesma avaliação: “Brian gravou muita coisa forte com a banda - especialmente o álbum 'Back in Black' e 'For Those About to Rock', que ainda me dá arrepios”.
Um disco dedicado a Bon Scott
A entrada de Johnson aconteceu poucos meses depois da morte de Bon Scott, em fevereiro de 1980. O AC/DC precisava substituir o vocalista e decidir se continuaria em atividade. “Back in Black” nasceu nesse cenário e foi concebido como uma homenagem a Scott.
A intenção aparece na capa totalmente preta e na abertura com os sinos de “Hells Bells”. Johnson não tentou reproduzir simplesmente o estilo do antecessor. Angus descreveu sua voz de forma bem-humorada, comparando-a à de alguém que teve um caminhão deixado sobre o pé, e também ressaltou o senso de humor do cantor.
A sequência de 1981
“For Those About to Rock (We Salute You)” chegou em 1981 e levou o AC/DC pela primeira vez ao primeiro lugar da Billboard 200. Malcolm Young, porém, guardou uma lembrança menos positiva do processo: anos depois, disse que a gravação demorou demais e que todos estavam cansados do trabalho quando ele terminou.
A memória de Angus segue por outro caminho. Mais de quatro décadas depois, o álbum que veio na sequência de “Back in Black” ainda provoca arrepios no guitarrista — uma reação associada à dificuldade de suceder um dos discos mais famosos da história do rock.







