BEVERLY HILLS — Uma conversa em uma sala de espera revelou a Eric Burdon que Carole King era uma das autoras de “Don’t Bring Me Down”, gravada pelos Animals em 1966. O vocalista também ouviu da compositora que ela não havia gostado da versão feita pela banda.
Burdon contou o episódio em entrevista ao Songfacts em 2010. Ele estava em um consultório médico em Beverly Hills, lendo uma revista, quando King entrou e se sentou ao lado dele. O cantor não a reconheceu de imediato e só percebeu quem era depois que ela iniciou a conversa.
A crítica de Carole King
A música havia sido escrita por King e Gerry Goffin. Na interpretação dos Animals, recebeu órgão pulsante, guitarra com fuzz, baixo destacado e os vocais de Burdon. A gravação alcançou o sexto lugar no Reino Unido e o 12º nos Estados Unidos.
O vocalista disse que não sabia, até aquele encontro, que a composição tinha sido assinada pela dupla. Quando King se dirigiu a ele, foi direta: “Você sabe, eu odiei o que vocês fizeram com a minha música.” Sem saber como responder, Burdon pediu desculpas.
Antes de entrar para a consulta, a compositora ainda acrescentou: “Mas eu me acostumei.” A fala encerrou o encontro entre os dois depois da crítica à leitura que os Animals haviam dado à canção.
Uma gravação ligada aos Animals
“Don’t Bring Me Down” aparece na discografia oficial mantida pelo site de Carole King, associada aos Animals. A música integra a trajetória da banda de transformar composições de outros autores em gravações marcadas pelo próprio estilo do grupo.
A canção foi composta por King e Goffin, dupla responsável por diversos sucessos dos anos 60. Na versão dos Animals, a presença do órgão, da guitarra com fuzz, do baixo e da interpretação de Burdon deu à faixa uma configuração diferente daquela conhecida por seus autores.







