Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Em noite com os Beatles, Elvis Presley virou aprendiz de baixo

Durante a visita dos Beatles à casa de Elvis Presley, Paul McCartney encontrou no instrumento uma forma de aproximar o grupo do ídolo.

Em noite com os Beatles, Elvis Presley virou aprendiz de baixo
Foto: Mary McCartney - Universal Music

A visita dos Beatles à casa de Elvis Presley terminou com uma jam informal, depois que o cantor pegou um baixo e começou a acompanhar os discos que estavam tocando. Paul McCartney percebeu que o anfitrião estava tentando aprender o instrumento e passou a orientá-lo.

O encontro foi realizado em 27 de agosto de 1965, na residência de Elvis em Bel Air, durante uma turnê americana dos Beatles. A conversa demorava a fluir, mas o baixo criou um ponto de contato entre o grupo e o cantor que havia sido uma das grandes referências musicais dos ingleses.

Uma aula improvisada

Décadas depois, McCartney contou a cena em entrevista ao escritor Tony Bacon. “Quando conhecemos Elvis, ele estava tentando aprender baixo. Então eu fiquei tipo: 'Você está tentando aprender baixo, é, meu filho? Senta aí, deixa eu te mostrar umas coisas'”, disse.

O jornalista Chris Hutchins, que ajudou a organizar o encontro, também relatou que Elvis tocou baixo durante parte da noite com a ajuda de McCartney. Em certo momento, Presley resumiu sua experiência: “É assim que eu toco baixo. Não sou muito bom, mas estou aprendendo”.

John Lennon e George Harrison também pegaram guitarras, e a reunião se transformou em uma sessão musical espontânea.

Do incômodo à identidade

A posição de McCartney naquela situação contrastava com o começo de sua trajetória nos Beatles. Poucos anos antes, ele não queria assumir o baixo e só passou a tocar o instrumento de forma definitiva depois da saída de Stuart Sutcliffe.

Com o tempo, porém, o músico desenvolveu um estilo melódico associado à sua atuação como baixista e passou a demonstrar orgulho da função. Na mesma entrevista, mencionou James Jamerson entre suas influências e falou sobre a força que o baixo podia exercer no conjunto da banda.

Naquela noite, a relação entre o ídolo e o admirador ganhou outra dinâmica: por alguns minutos, McCartney deixou de encarar Elvis como uma figura distante e passou a ajudá-lo a descobrir o instrumento.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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