Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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James Hetfield passou a valorizar mais o jeito de Lars Ulrich tocar

A visão do guitarrista sobre o baterista do Metallica mudou da crítica à técnica para o reconhecimento da parceria musical e da consistência ao vivo.

James Hetfield passou a valorizar mais o jeito de Lars Ulrich tocar

James Hetfield já foi direto ao avaliar Lars Ulrich, seu parceiro de Metallica desde o começo da banda. Ao longo dos anos, porém, a opinião do guitarrista sobre o baterista mudou: a crítica à técnica deu espaço ao reconhecimento de uma combinação musical própria e, mais recentemente, a elogios à regularidade das apresentações.

Ao lembrar o primeiro encontro com Ulrich, Hetfield disse à Guitar World que o futuro companheiro “não era muito bom”. Na mesma ocasião, destacou que Lars já demonstrava motivação, conhecimento, ambição e disposição para transformar seus planos em realidade.

A franqueza apareceu novamente quando uma revista relembrou uma entrevista de 2001, na qual Hetfield havia chamado Ulrich de mau baterista. A resposta foi curta: “Ele admite isso”. O guitarrista também afirmou que não se considerava um grande cantor, mas disse que algo especial acontecia quando os dois tocavam juntos.

Essa relação passou a ser explicada pela forma como os instrumentos se articulam. Em entrevista de 2009 ao Music Radar, Hetfield contou que sua guitarra tem uma função bastante percussiva, enquanto Lars costuma tocar contra o riff, em vez de acompanhar todos os acentos do instrumento. Segundo ele, essa dinâmica faz com que um músico ocupe os espaços deixados pelo outro.

No palco, Ulrich escuta principalmente a guitarra de Hetfield e parte dos vocais nos monitores. Com isso, o guitarrista mantém boa parte do pulso, enquanto o baterista pode tocar de forma mais solta. Para Hetfield, esse arranjo ajudou a formar o som do Metallica.

A mudança mais clara veio em 2024. No podcast oficial The Metallica Report, ao ser perguntado se Lars estava fazendo alguns de seus melhores shows em uma ou duas décadas, Hetfield respondeu duas vezes que sim. Ele elogiou a maneira como o baterista vinha tocando e mencionou uma atenção maior ao click track e à solidez da execução.

A avaliação, portanto, não transformou Lars em um virtuose técnico aos olhos de Hetfield. O reconhecimento passou a estar no modo pouco convencional de tocar, na parceria com a guitarra e na consistência demonstrada ao vivo.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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