Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jimmy Page destacou a ousadia de Brian Jones em trilha de 1967

Em entrevista, o guitarrista lembrou como Brian Jones conduziu sessões marcadas por improvisos, instrumentos variados e sons experimentais.

Jimmy Page destacou a ousadia de Brian Jones em trilha de 1967

Uma guitarra com pedal de volume capaz de imitar tiros, um Mellotron e o uso de arco de violino ajudaram a definir as lembranças de Jimmy Page sobre uma sessão conduzida por Brian Jones. O trabalho aconteceu durante a gravação da trilha de A Degree of Murder, em 1967, quando Jones ainda integrava os Rolling Stones.

Page falou sobre a experiência em entrevista à revista Rolling Stone em 2012. A memória contrariava a imagem de Brian como alguém apenas famoso testando uma atividade paralela. “Brian sabia o que estava fazendo. Foi muito bonito”, afirmou o guitarrista.

Sons construídos no estúdio

A trilha reuniu Page, Nicky Hopkins e Kenney Jones, além do trabalho de Glyn Johns como engenheiro de som. Kenney Jones mais tarde ficaria conhecido por sua passagem por Small Faces e The Who. O filme foi dirigido por Volker Schlöndorff e teve Anita Pallenberg no elenco; ela era companheira de Brian Jones naquele período.

Segundo Page, parte das gravações surgiu de improvisos. Em outros momentos, ele acrescentava ideias ao material que Brian já desenvolvia. O guitarrista também recordou que usou arco de violino na guitarra, recurso que posteriormente se tornaria uma de suas marcas nos palcos.

Brian explorava diferentes instrumentos e efeitos ao longo das sessões. Entre os recursos lembrados por Page está uma guitarra com pedal de volume, capaz de criar sons semelhantes a tiros. O Mellotron também fazia parte daquele ambiente de experimentação. “Ele estava avançando com ideias”, resumiu.

A trilha não teve um lançamento convencional completo naquele período, embora trechos tenham circulado mais tarde. A reunião acabou preservada como um registro da colaboração entre músicos que seguiriam caminhos diferentes no rock britânico. Para Page, o que permanecia não era apenas a lista de nomes, mas a disposição de Brian para procurar sons novos e aceitar rumos não planejados dentro do estúdio.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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