Lars Ulrich revelou uma das estratégias usadas pelo Metallica para provocar Bob Rock durante a gravação de “Metallica”, também conhecido como “Black Album”. O baterista afirmou que o grupo espalhava fotos pornográficas pelas paredes do estúdio — muitas delas de homens — numa tentativa de irritar o produtor.
“Nós provocávamos o Bob colocando fotos pornográficas por toda a parede do estúdio – e a maioria era de homens. Nada irrita mais os americanos do que a visão de um pênis ereto de trinta centímetros.”
A parceria entre Rock e o Metallica começou no segundo semestre de 1990, quando a banda se reuniu para trabalhar no álbum. O disco chegou ao público em agosto de 1991 e levou o quarteto a uma mudança de direção: a intensidade do thrash dos anos 1980 deu espaço a uma sonoridade mais radiofônica.
Uma relação que demorou a engrenar
Rock disse que os três primeiros meses de pré-produção foram difíceis porque os músicos desconfiavam dele. Kirk Hammett também descreveu o início da convivência como passivo-agressivo e afirmou que levou tempo até a banda confiar no produtor.
James Hetfield, guitarrista e vocalista, apresentou uma lembrança diferente. Ele disse não se recordar da situação da mesma maneira quando ouviu os relatos de Rock e dos demais integrantes.
Apesar das provocações, a produção de Rock contribuiu para o som polido do álbum, que reúne 12 faixas. O trabalho foi impulsionado por músicas como “Enter Sandman” e “Nothing Else Matters” e vendeu cerca de 30 milhões de cópias.
Esse resultado colocou “Metallica” como o disco mais vendido da história do heavy metal.








