Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Levitation chega ao Brasil com Melvins e formação internacional em São Paulo

Festival terá primeira edição brasileira em 23 de janeiro de 2027, com Melvins, Osees, Boris e nomes nacionais.

Levitation chega ao Brasil com Melvins e formação internacional em São Paulo

A primeira edição brasileira do Levitation será realizada em 23 de janeiro de 2027, no Complexo Tempo, em São Paulo, com o Melvins como atração principal. O festival terá formato para no máximo 4 mil pessoas e reúne artistas internacionais e brasileiros ligados a vertentes como psicodelia, metal, rock instrumental e jazz rock.

A banda americana volta ao país 19 anos depois de sua única apresentação brasileira, realizada em 2008. A produção é mantida pelo jornalista André Barcinski e pelo sócio Leandro Carbonato, responsáveis também pela passagem anterior do grupo.

Um festival de diferentes vertentes

Criado em 2008, em Austin, no Texas, o Levitation foi formado por um grupo de amigos liderado pelos integrantes do Black Angels. Na estreia brasileira, o elenco internacional terá ainda o Osees, de John Dwyer, que toca com dois bateristas; o trio japonês Boris; e o Frankie and the Witch Fingers, de Los Angeles.

Entre as atrações nacionais estão o Test, de grind; o Bike, ligado à psicodelia; o trio de rock instrumental Ema Stoned; e o Bufo Borealis, grupo de Juninho, do Ratos de Porão, que trabalha com jazz rock.

A influência do Melvins

Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Barcinski explicou por que considera o Melvins uma das bandas mais importantes do rock alternativo dos últimos 45 anos. Para o jornalista, a trajetória iniciada em 1983 não pode ser resumida à ideia de pioneirismo em apenas um estilo.

O grupo começou associado ao hardcore acelerado, na linha do Black Flag, e depois passou a trabalhar com faixas lentas de 15 a 20 minutos. Nos anos 1990, lançou “Houdini”, disco que Barcinski coloca ao lado de “Bleach”, “Nevermind” e “In Utero”, do Nirvana, entre os grandes álbuns da era grunge.

A conexão com o Nirvana também aparece na formação: Kurt Cobain tinha o Melvins como banda predileta, enquanto o baterista Dale Crover tocou em uma das primeiras formações do grupo. O nome do Boris veio de uma música do Melvins.

“É impossível a gente falar de stoner, de sludge, de grunge, até de doom às vezes, sem falar do Melvins”, afirmou Barcinski. A banda, segundo ele, alcança ouvintes de metal extremo e fãs de Nirvana, Mudhoney e Pearl Jam.

Independência como marca

Depois de passar por uma grande gravadora nos anos 1990, o Melvins voltou a lançar discos pela Ipecac, selo de Mike Patton. Buzz Osborne acompanha pessoalmente a carreira do grupo, enquanto sua esposa produz capas e pôsteres em casa. A banda faz entre 100 e 150 shows por ano, nas contas de Barcinski.

A formação que vem ao Brasil reúne Osborne, Crover, o baixista Steven McDonald, do Redd Kross e do Off!, e o baterista Coady Willis, do High on Fire.

A escolha do Melvins também se relaciona à proposta do Levitation, que, segundo Barcinski, evita o apelo comercial. Na edição paulistana, haverá ingressos de pista e mezanino, além de meia-entrada solidária para todos.

O jornalista contou que esteve pela primeira vez no festival americano em 2014, acompanhado da esposa e da filha, então com seis ou sete anos. Na ocasião, não conhecia 70% das bandas e encontrou um evento sem área VIP, revista ou polícia, com músicos circulando entre o público e assistindo às apresentações uns dos outros.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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