A morte de Bon Scott deixou o futuro do AC/DC incerto no começo de 1980. Meses depois, a banda voltou com Brian Johnson nos vocais e lançou Back in Black, álbum que transformou a perda do cantor em um marco comercial para o grupo.
Malcolm Young considerava “Hells Bells” uma das músicas que ultrapassaram o momento em que foram criadas. Na avaliação do guitarrista, a faixa chegou ao mesmo nível de parte dos clássicos que o AC/DC havia construído durante os anos 1970.
A canção também mantinha uma relação direta com Bon Scott. “Ela nos lembrava Bon, e acho que muitos dos fãs antigos ainda a enxergam como uma homenagem a ele”, afirmou Malcolm em entrevista recuperada pela Classic Rock.
As faixas que permaneceram no repertório
Malcolm incluía nesse grupo a música que dá nome ao disco e “Shoot to Thrill”. As três continuaram nos shows do AC/DC e passaram a dividir espaço com composições da fase de Bon Scott. Para o guitarrista, essa permanência mostrava que as gravações de 1980 haviam se tornado parte duradoura da identidade da banda.
“Hells Bells” inicia Back in Black com uma sequência incomum para o grupo: primeiro vem a badalada lenta, depois entra o riff. A escolha estabelece a atmosfera de uma banda que havia perdido o vocalista e amigo, mas decidiu continuar.
A própria faixa-título quase teve outro destino. Angus Young contou que Malcolm havia separado riffs da época de Highway to Hell para descartá-los. O irmão, porém, percebeu que aquelas ideias ainda tinham valor, e parte delas acabou reaparecendo em Back in Black.
O álbum se tornou o trabalho mais bem-sucedido do AC/DC até aquele momento. Para Malcolm, a presença contínua de “Hells Bells”, “Shoot to Thrill” e “Back in Black” nos shows confirmava que essas músicas haviam se juntado aos clássicos da banda.







