Nicko McBrain deixou as apresentações ao vivo do Iron Maiden em dezembro de 2024. O último show do baterista com a banda aconteceu no Brasil. Antes da fama, ele viveu uma adolescência marcada pelo consumo de diferentes drogas, episódio que voltou a comentar em entrevista à revista Kerrang!.
A lembrança da rua
McBrain contou que, aos 14 ou 15 anos, costumava passar as manhãs de sábado com o amigo de escola Julian. Os dois fumavam maconha, tomavam meio comprimido de LSD e compravam em uma farmácia um frasco do xarope Phensedyl, que continha morfina. Depois de beberem metade do conteúdo, caminhavam até um pub para tentar conseguir uma cerveja.
Em uma dessas ocasiões, o músico disse ter tido alucinações e confundido um ônibus com um elefante. “Eu estava andando por uma rua e, juro por Deus, vi um elefante”, afirmou. Ao perguntar a Julian o que o animal fazia na rua, ouviu que se tratava do ônibus número 29.
Outras drogas e uma perda
O baterista também afirmou que experimentou heroína mais tarde. Ao falar sobre o período, atribuiu a própria sobrevivência a uma característica genética: “Felizmente, o bom Deus me abençoou com um gene que me permite não ter problemas com isso.”
Na mesma declaração, McBrain mencionou a morte do amigo Phil Lynott, que perdeu a vida em decorrência da heroína. Lynott foi vocalista, baixista e principal compositor do Thin Lizzy. Ele morreu aos 36 anos, em 4 de janeiro de 1986.







