Paulo Ricardo e Fernando Deluqui não planejam, por enquanto, voltar a tocar juntos no RPM. Os dois não dividem o palco desde 2017 e, embora tenham encerrado a disputa judicial pelo nome da banda, seguem sem contato e defendem caminhos diferentes para o grupo.
A formação clássica do RPM também tinha o baterista Paulo P.A. Pagni, que morreu em 2019, e o tecladista Luiz Schiavon, fundador da banda, morto em 2023. Com a paz selada na Justiça, Deluqui passou a se apresentar com o RPM – O Legado.
Projetos e distância entre os músicos
Deluqui reconhece que uma reunião teria potencial comercial, mas afirma que o encontro atrapalharia a consolidação do projeto atual. O guitarrista também mantém a posição que já defendia em 2018: não pretende retomar o trabalho com a formação original. “Com o Paulo a gente não conversa mais, a gente não se fala mais”, afirmou.
A ruptura aconteceu em 2017, quando Schiavon, P.A. e Deluqui decidiram seguir sem Paulo Ricardo. A decisão deu início a uma longa disputa judicial. Desde então, os dois integrantes vivos da formação clássica não voltaram a se falar.
Paulo Ricardo, que celebra 40 anos de carreira solo, considera encerrada a história do RPM original. Para ele, Deluqui pode seguir usando o nome RPM O Legado, com novas canções e parceiros. “A questão do RPM tá superada”, disse o cantor.
O acordo sobre o nome RPM
Em agosto de 2024, um acordo reservou o nome RPM à obra e à formação histórica. Antes disso, em junho daquele ano, a Justiça de São Paulo havia decidido que a marca não poderia ser usada por um único integrante.
Uma eventual volta oficial exigiria um novo acordo, com a participação das famílias de Schiavon e Pagni. O guitarrista também lamentou os custos da disputa e o tempo consumido pelos processos. Assim, além da falta de diálogo, os projetos individuais e as condições jurídicas mantêm distante uma reunião do RPM.







