SÃO PAULO — A transferência do show final da despedida do Sepultura, do Pacaembu para o Suhai Music Hall, pode ter relação com a ausência de Max e Igor Cavalera. A avaliação foi feita por Regis Tadeu durante uma live no YouTube, em debate recuperado pelo canal Debate Sobre Música.
A apresentação estava prevista para o Pacaembu, com capacidade para cerca de 32 mil pessoas, mas foi remanejada para o Suhai Music Hall, que comporta perto de 9 mil. Questionado por um espectador, o jornalista afirmou que mudanças assim normalmente acontecem por problemas de logística ou por uma procura menor do que a esperada.
Sérgio Martins, que participava da transmissão, considerou que a diferença entre os espaços indicava uma questão de demanda. Regis, porém, apresentou outra hipótese. “Foi marcado um show num local para 32 mil pessoas porque havia a possibilidade de o Max e o Igor aparecerem para esse show”, disse.
O jornalista ressaltou que se tratava de uma impressão e admitiu que poderia estar errado. Para ele, uma apresentação com os integrantes de diferentes formações do Sepultura, incluindo Max e Igor, teria público para cerca de 30 mil pessoas.
Desgaste da despedida
Durante o debate, Sérgio Martins também apontou o desgaste provocado pelo próprio processo de despedida. Ele lembrou que a banda se despede do público há cerca de dois anos e já realizou um show de adeus no Espaço Unimed. Também mencionou os boatos sobre uma turnê final com os quatro integrantes da formação clássica, mas ponderou que haveria “muita dor envolvida”.
Regis discordou da leitura sobre mágoas e resumiu sua avaliação: “a questão não é mágoa, a questão é dinheiro.” Na visão dele, como o reencontro não vai acontecer, a despedida acabou sendo ajustada às condições reais de público e estrutura.







