Rudy Sarzo estava dormindo no beliche quando sentiu o impacto que matou Randy Rhoads durante uma turnê de Ozzy Osbourne. O baixista imaginou que o ônibus tivesse batido na estrada, mas encontrou vidro estilhaçado ao abrir a porta da área de dormir. Na entrada do veículo, a esposa do piloto estava paralisada e foi empurrada para fora por Sharon Osbourne.
A lembrança aparece no livro de memórias de Sarzo, que ganhou edição em português cerca de 20 anos depois de o músico decidir escrever a obra. A decisão veio após ele encontrar, no MySpace, teorias de fãs que relacionavam a morte do guitarrista a interesses financeiros. Em entrevista a Gastão, do canal KazaGastão, o baixista voltou ao episódio e afirmou que não considera a queda um acidente.
Sarzo sustenta sua interpretação a partir do ponto atingido pelo avião. Para ele, o campo oferecia diferentes direções possíveis, mas a aeronave seguiu diretamente até o ônibus. O músico estava próximo do local de impacto, onde a ponta da asa bateu no veículo. “Como pode ser um acidente? Ninguém dispara uma bala para o alto esperando que ela acerte o alvo.”
O voo antes da tragédia
Antes do impacto, o empresário de turnê Jake Duncan e o tecladista Don Airey haviam voado com o piloto. Segundo Sarzo, o avião fazia rasantes, embora ainda não passasse tão perto do ônibus. Airey fotografou a aproximação a cerca de um quarteirão de distância e viu a aeronave passar sobre sua cabeça antes de atingir o veículo.
O baixista disse que essa sequência levou os envolvidos a montar uma interpretação baseada nos fatos. “Ele estava medindo. Ele já sabia que ia fazer aquilo e só estava calculando como faria.” Sarzo também respondeu afirmativamente quando questionado se o piloto queria matar a própria esposa, que estava em solo, além das pessoas que dormiam no ônibus e estavam no avião.
Ao escrever sobre o momento, Sarzo afirmou que as lembranças vieram acompanhadas do cheiro da grama e da fumaça. Ele esperava que aquele fosse o capítulo mais difícil do livro, mas disse que o texto saiu rapidamente e que não conseguia digitar na mesma velocidade das memórias.







