As tensões internas do Saxon entraram no centro da análise de Regis Tadeu sobre bandas britânicas que, na avaliação dele, não alcançaram o tamanho esperado. Em uma live semanal no YouTube, o jornalista comentou o documentário “Heavy Metal Thunder” e o relato do ex-baixista Steve Dawson sobre a tentativa de conquistar o mercado americano.
Sérgio Martins lembrou que Dawson teria se incomodado especialmente com o direcionamento ligado a “Innocence Is No Excuse”. De acordo com o relato apresentado na conversa, o músico passou a tocar mal de propósito até ser demitido e depois processou o grupo.
O episódio também levou ao comentário de Regis sobre Graham Oliver. O guitarrista aparece emocionado no filme ao pedir para tocar uma única vez com o Saxon, mas Biff Byford recusou. Regis não demonstrou simpatia pela solicitação e afirmou que quem deixa a banda, processa o grupo e perde não pode retornar anos depois cobrando uma reaproximação.
A barreira além da bolha
A discussão fazia parte de uma live dedicada a artistas que, na visão do painel, mereciam ter estourado e não estouraram. Regis usa o verbo para definir a passagem de um público restrito para uma audiência maior do que aquela naturalmente associada ao artista. Ter bons discos ou reconhecimento dentro do nicho, portanto, não seria suficiente.
Foi nesse critério que o jornalista classificou o Saxon como um dos grandes casos de injustiça do heavy metal britânico. Para ele, a banda permaneceu dentro da própria bolha e estacionou no médio porte, apesar de ter um repertório comparável ao de contemporâneos.
“O Saxon merecia ter o público devoto que o Iron Maiden tem”, disse Regis. O Judas Priest apareceu na mesma comparação, como outro grupo que não teria conseguido romper esse limite.
O UFO foi citado como um caso ainda mais extremo. Embora tenha canções consideradas mais comerciais, o grupo foi descrito como underground quando comparado ao Saxon. Na avaliação de Regis, gravadora, empresariamento e decisões erradas formam o ponto em comum entre trajetórias interrompidas antes de um salto maior.








