Steve Vai afirmou que sua banda funcionava sob seu controle e comparou o comando do grupo a uma ditadura. A declaração foi feita em uma entrevista concedida à revista The Quietus em 2012, quando o guitarrista relembrou o período em que trabalhou com Devin Townsend.
O músico canadense entrou no universo do rock há mais de 30 anos. No início da década de 1990, gravou os vocais de “Sex & Religion” (1993), terceiro disco de Steve Vai. A passagem pela banda, batizada com o sobrenome do guitarrista, terminou em 1994.
Ao recordar o encontro, Vai contou que Townsend tinha cerca de dezessete anos quando foi chamado para cantar. O guitarrista disse ter percebido potencial nas gravações, embora considerasse bizarra e muito pesada a música que o jovem fazia naquele momento. Sobre sua própria forma de trabalhar, resumiu: “minha música não é uma democracia, é uma ditadura”.
A avaliação sobre Townsend
Depois de deixar o grupo, Townsend fundou o Strapping Young Lad, projeto que durou até 2007. A banda lançou cinco discos, entre eles “Alien” (2005), apontado por Vai como um de seus trabalhos preferidos.
Na mesma entrevista, o guitarrista avaliou a trajetória do ex-companheiro e o chamou de “um gênio”. Para Vai, Townsend combina paixão, intensidade e tormento com uma profunda beleza em sua produção. Ele também disse que o músico deveria ocupar o primeiro lugar entre os nomes do metal quando as pessoas revisitassem a produção do passado.
Devin Townsend continua na ativa. Seu trabalho mais recente é “The Moth”, álbum da banda que leva seu nome e tem o músico como único integrante fixo. O lançamento aconteceu em maio deste ano.







