A parceria entre Roger Waters e David Gilmour no Pink Floyd terminou marcada por divergências criativas que se intensificaram ao longo dos discos e culminaram na saída de Waters da banda, em 1985. Antes disso, os dois já mantinham processos de criação separados, segundo Waters.
Em entrevista concedida em 1992 a M. Resnicoff, da revista Musician, o músico explicou que Gilmour podia apresentar uma sequência de acordes ou um riff de guitarra. Waters, então, desenvolvia uma música a partir desse material. Ele citou “Wish You Were Here” como exemplo e disse admirar o riff da faixa.
“Dave e eu nunca compusemos juntos”, afirmou Waters. Na mesma declaração, ele disse que Gilmour não demonstrava interesse por drama, ao menos conforme sua experiência na parceria.
Da colaboração às rupturas
As discordâncias ainda contribuíam para a dinâmica musical do Pink Floyd até “Dark Side of the Moon”. Depois, a relação se deteriorou durante a produção de “Wish You Were Here”, de 1975, e “Animals”, de 1977, chegando ao limite em “The Wall”, de 1979.
No período de “The Final Cut”, Waters afirmou que os dois estavam ligados apenas pelo nome Pink Floyd na capa do disco. Após deixar o grupo, ele iniciou uma batalha judicial pela propriedade do nome da banda e perdeu a disputa.
Sem Waters, Gilmour lançou “A Momentary Lapse of Reason”, em 1987, e “The Division Bell”, em 1994. Também saíram os álbuns ao vivo “Delicate Sound of Thunder”, de 1988, e “Pulse”, de 1995.
Gilmour ainda lançou “The Endless River”, em 2014. O trabalho reúne sobras de estúdio predominantemente instrumentais e foi feito em homenagem ao tecladista Richard Wright, que morreu em 2008.







