CAMPINA GRANDE — A quase 600 metros de altitude, Campina Grande se consolidou como um centro regional do Agreste paraibano. A cidade, com população estimada em 443.911 habitantes em 2025, reúne universidades, comércio, hospitais, serviços e empresas de tecnologia, atendendo municípios do interior da Paraíba e de outras áreas do Nordeste.
A posição na Serra da Borborema ajudou a formar essa relevância. Historicamente, o município funcionou como ponto de ligação entre o litoral e o Sertão. O antigo entreposto comercial deu lugar a uma estrutura urbana que hoje movimenta compras, estudos, saúde, negócios e serviços para uma área ampla.
Universidade e inovação
A atividade universitária ganhou impulso com a criação da Escola Politécnica, em 1952. Parte dessa estrutura integra atualmente a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que mantém sua sede no município. A cidade também abriga a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e instituições privadas.
A concentração de instituições atrai estudantes, professores e pesquisadores de diferentes regiões. Esse fluxo também movimenta setores como aluguel, alimentação, transporte e saúde, aproximando a educação superior da economia urbana.
A área tecnológica se desenvolveu ao longo de décadas. Criada em 1984, a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba reúne universidades, empresas, órgãos públicos e projetos de inovação. Em 2025, a UFCG registrou 84 depósitos de patentes de invenção. Com esse resultado, ficou em quarto lugar no ranking nacional de depositantes do INPI, além de ocupar a segunda posição entre instituições de ensino superior e a primeira do Nordeste nesse recorte.
Comércio e atividade permanente
O comércio está ligado à própria formação econômica de Campina Grande, marcada pelos fluxos entre o litoral e o Sertão. Dados reunidos pelo Sebrae apontaram 44.775 empresas ativas em 2025, com presença expressiva de pequenos negócios e atividades varejistas.
Comércio e serviços concentram parte importante dos trabalhadores. A cidade também mantém atividades industriais nos segmentos de calçados, confecções, alimentos e tecnologia.
O São João segue como uma das principais vitrines locais e movimenta hospedagem, alimentação, transporte e comércio. A economia, porém, não se limita ao calendário junino: universidades, hospitais, empresas e negócios mantêm a circulação de pessoas ao longo de todo o ano.
Essa combinação de educação, tecnologia e mercado regional ampliou a influência de Campina Grande para além da Paraíba. A cidade deixou de ser apenas um entreposto comercial do Agreste e passou a atuar como polo universitário e tecnológico com projeção nacional.







