Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jericoacoara restringe carros e transforma o fim de tarde em ritual coletivo

Vila cearense tem ruas de areia, acesso controlado a veículos particulares e pôr do sol alinhado à Pedra Furada em julho.

Na Vila de Jericoacoara, carros particulares ficam do lado de fora. Quem chega de automóvel deixa o veículo em um estacionamento autorizado e segue a pé, de buggy ou em veículos autorizados. A restrição, segundo as perguntas frequentes da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara, busca proteger o ambiente e as ruas de areia.

A vila é um distrito do município de Jijoca de Jericoacoara. Para visitá-la, é cobrada uma única Taxa de Turismo Sustentável (TTS), usada em ações de preservação e na manutenção dos serviços turísticos, conforme a prefeitura.

Um parque entre dunas, lagoas e manguezais

O Parque Nacional de Jericoacoara recebeu 1,3 milhão de visitantes em 2025, de acordo com a Agência Brasil, e ficou em 3º lugar entre os parques nacionais mais visitados do país. À frente aparecem o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, e o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.

Entre os atrativos listados pelo Ministério do Turismo estão a Pedra Furada, alcançada pela praia durante a maré baixa; a Árvore da Preguiça, que cresce quase deitada sob a ação do vento; e o Serrote, formação rochosa próxima à vila, com vista para o mar e as dunas.

Também fazem parte dos roteiros o Manguezal do Rio Guriú, onde passeios de canoa permitem observar cavalos-marinhos entre as raízes do mangue; Tatajuba, povoado a oeste acessado por buggy pelas dunas; e passeios a cavalo pelas praias e dunas do parque.

Fora dos limites do parque ficam a Lagoa do Paraíso e a Lagoa Azul. As duas são acessadas de buggy com operadores locais. A Lagoa do Paraíso está no território de Jijoca, e não na área da vila.

A posição da praia muda o espetáculo

A praia de Jericoacoara está voltada para o poente. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), essa orientação permite acompanhar o sol descendo sobre o mar. No fim da tarde, moradores e visitantes costumam subir a Duna do Pôr do Sol, localizada no lado oeste da vila.

Em julho, o alinhamento muda a paisagem: o sol se põe por trás da abertura da Pedra Furada, arco de rocha esculpido pelas ondas e símbolo de Jeri. Ao longo do ano, o ponto do horizonte onde o sol desaparece se desloca. Perto do solstício de junho, ele vai mais para o norte, colocando a abertura da pedra na linha do poente.

Chuva concentrada e calor constante

O ICMBio informa que o período chuvoso ocorre de fevereiro a maio, com dias de sol entre as pancadas. As máximas ficam perto de 32°C. Nas médias de 30 anos exibidas pelo Climatempo, maio registra cerca de 136 mm de chuva, enquanto agosto fica perto de 4 mm.

No segundo semestre, o céu tende a ficar mais aberto e o vento ganha força. Os valores são aproximados e podem mudar entre os anos sob influência de El Niño e La Niña.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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