SALVADOR — A paisagem de Salvador se transforma conforme o percurso: das áreas históricas da Cidade Alta à faixa litorânea voltada para a Baía de Todos-os-Santos e o Atlântico. Nesse trajeto, construções coloniais, praias urbanas, mercados, música, culinária e manifestações afro-brasileiras aparecem lado a lado.
A cidade foi fundada em 1549 e ocupou o posto de primeira capital do Brasil até 1763, quando deixou de ser o centro administrativo da colônia. A localização junto à Baía de Todos-os-Santos favoreceu comércio, defesa e circulação. Em 1985, o conjunto urbanístico do Centro Histórico recebeu da Unesco o reconhecimento de Patrimônio Mundial.
Entre os espaços destacados pelo Iphan estão o Pelourinho, o Terreiro de Jesus, a Praça Municipal e Santo Antônio Além do Carmo. A área concentra parte da Cidade Alta, enquanto a Cidade Baixa se desenvolveu junto ao porto e à baía, com intensa atividade comercial e circulação.
O Elevador Lacerda é a ligação mais conhecida entre os dois níveis. Inaugurado no século XIX e reconstruído em sua forma atual no século XX, o equipamento também expõe a relação entre deslocamento urbano e paisagem histórica.
Praias em diferentes paisagens
A orla reúne trechos protegidos pela baía e áreas abertas para o Atlântico. Porto da Barra, Farol da Barra, Itapuã e Flamengo mostram a convivência entre banho de mar, esporte, bairros residenciais e paisagem urbana.
Porto da Barra fica em uma enseada histórica, e o Farol da Barra marca a entrada da baía. Em Itapuã, praia, farol e referências da música popular brasileira se conectam à memória cultural da cidade.
Patrimônio que permanece vivo
A presença afro-brasileira atravessa práticas religiosas, ritmos, culinária, festas, capoeira e ofícios tradicionais. Entre os bens culturais associados à Bahia e reconhecidos pelo Iphan estão o Ofício das Baianas de Acarajé, a Roda de Capoeira e a Festa do Senhor do Bonfim.
Salvador tinha população estimada em 2.564.204 habitantes em 2025, segundo o IBGE. A cidade reúne universidades, serviços, comércio, produção cultural e bairros que ultrapassam os circuitos turísticos. Carnaval, festas religiosas, apresentações musicais e eventos gastronômicos ocupam ruas e espaços públicos ao longo do ano.
Por isso, a experiência na capital baiana não se limita ao centro histórico ou às praias. Gastronomia, religiosidade, mercados, museus e bairros com identidades próprias fazem parte de uma cidade em que diferentes períodos de formação continuam visíveis na rotina de milhões de moradores.







