Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Salvador revela sua história entre ladeiras, mar e heranças afro-brasileiras

A capital baiana combina dois planos urbanos, praias, patrimônio reconhecido e tradições que seguem presentes no cotidiano.

Salvador revela sua história entre ladeiras, mar e heranças afro-brasileiras
Foto: Créditos: depositphotos.com/rmnunes

A paisagem de Salvador se transforma conforme o percurso: das áreas históricas da Cidade Alta à faixa litorânea voltada para a Baía de Todos-os-Santos e o Atlântico. Nesse trajeto, construções coloniais, praias urbanas, mercados, música, culinária e manifestações afro-brasileiras aparecem lado a lado.

A cidade foi fundada em 1549 e ocupou o posto de primeira capital do Brasil até 1763, quando deixou de ser o centro administrativo da colônia. A localização junto à Baía de Todos-os-Santos favoreceu comércio, defesa e circulação. Em 1985, o conjunto urbanístico do Centro Histórico recebeu da Unesco o reconhecimento de Patrimônio Mundial.

Entre os espaços destacados pelo Iphan estão o Pelourinho, o Terreiro de Jesus, a Praça Municipal e Santo Antônio Além do Carmo. A área concentra parte da Cidade Alta, enquanto a Cidade Baixa se desenvolveu junto ao porto e à baía, com intensa atividade comercial e circulação.

O Elevador Lacerda é a ligação mais conhecida entre os dois níveis. Inaugurado no século XIX e reconstruído em sua forma atual no século XX, o equipamento também expõe a relação entre deslocamento urbano e paisagem histórica.

Praias em diferentes paisagens

A orla reúne trechos protegidos pela baía e áreas abertas para o Atlântico. Porto da Barra, Farol da Barra, Itapuã e Flamengo mostram a convivência entre banho de mar, esporte, bairros residenciais e paisagem urbana.

Porto da Barra fica em uma enseada histórica, e o Farol da Barra marca a entrada da baía. Em Itapuã, praia, farol e referências da música popular brasileira se conectam à memória cultural da cidade.

Patrimônio que permanece vivo

A presença afro-brasileira atravessa práticas religiosas, ritmos, culinária, festas, capoeira e ofícios tradicionais. Entre os bens culturais associados à Bahia e reconhecidos pelo Iphan estão o Ofício das Baianas de Acarajé, a Roda de Capoeira e a Festa do Senhor do Bonfim.

Salvador tinha população estimada em 2.564.204 habitantes em 2025, segundo o IBGE. A cidade reúne universidades, serviços, comércio, produção cultural e bairros que ultrapassam os circuitos turísticos. Carnaval, festas religiosas, apresentações musicais e eventos gastronômicos ocupam ruas e espaços públicos ao longo do ano.

Por isso, a experiência na capital baiana não se limita ao centro histórico ou às praias. Gastronomia, religiosidade, mercados, museus e bairros com identidades próprias fazem parte de uma cidade em que diferentes períodos de formação continuam visíveis na rotina de milhões de moradores.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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