Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Analistas veem continuidade de Zema na gestão de Matheus Simões em Minas

Especialistas e representantes de servidores criticam privatizações, política salarial e medidas atribuídas ao novo governador mineiro.

👉🗣👎❓🧐🤭👀⁉‘Autoritarismo e Estado mínimo’: Simões é continuidade de Zema no governo de MG | Portilho Online – Sem Censura ! – Noticias de Patrocinio MG e Região

Analistas da política mineira avaliam que Matheus Simões dá continuidade ao projeto de Romeu Zema no governo de Minas Gerais, com redução do papel do Estado, privatizações e conflitos com servidores públicos. Simões assumiu o cargo em 22 de março, depois que Zema renunciou para concorrer às eleições presidenciais.

A avaliação é compartilhada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) José Luiz Quadros. Para Correia, Simões representa um governo centrado no “não Estado”, marcado pela privatização e por relações autoritárias com movimentos sociais. Quadros afirma que as gestões dos dois políticos integram uma iniciativa de desmonte do Estado associada à extrema direita global.

Simões foi secretário-geral no primeiro mandato de Zema, entre 2020 e 2022, e depois vice-governador. Nessa trajetória, participou da articulação da Reforma Administrativa e de medidas para privatizar empresas públicas.

Privatizações e escolas públicas

Ainda como vice, Simões apresentou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto que permite a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Também articulou uma proposta de emenda à Constituição estadual para retirar a obrigatoriedade de referendo popular na desestatização de empresas como a Copasa e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Poucos dias depois da posse, o governo leiloou a gestão da infraestrutura e dos serviços de 95 escolas públicas por 25 anos. A Parceria Público Privada será assumida pela IG4 BTG Pactual Health Infra, gestora da Opy Health, responsável pela administração do Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro (HMDCC), em Belo Horizonte.

Trabalhadores da educação e comunidades escolares criticaram a medida e manifestaram preocupação com a qualidade dos serviços. Denise Romano, coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), afirmou que a privatização e a falta de diálogo demonstram um projeto voltado às elites.

Conflitos com servidores

Categorias da educação, saúde, meio ambiente e segurança pública afirmam enfrentar defasagens salariais. Para policiais civis, penais e bombeiros, as perdas chegam a 50%. Na saúde, ultrapassam 36%. Na educação, a defasagem acumulada entre 2019 e 2025 é de 41,83%, segundo as informações apresentadas no debate. Também há profissionais recebendo menos de um salário mínimo e falta de cumprimento do piso nacional.

Mesmo diante das reivindicações, Simões ofereceu reajuste de 5,4% para as categorias. A proposta foi aprovada pela ALMG e sancionada pelo governador. Beatriz Cerqueira (PT), deputada estadual, criticou a tentativa de apresentar a administração como um novo governo e afirmou que o grupo político permanece no poder.

Embates anteriores

Antes do Executivo, Simões foi vereador em Belo Horizonte pelo partido Novo. Em 2019, durante uma discussão sobre o projeto Escola Sem Partido, ele se envolveu em um episódio com o ex-vereador Gilson Reis, que caiu após um empurrão. O caso levou à abertura de um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Em janeiro deste ano, a deputada estadual Lud Falcão (Podemos) acusou Simões de ameaçar fechar as portas do Executivo para ela caso Luís Eduardo Falcão, presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e marido da parlamentar, não pedisse desculpas por críticas à gestão de Zema.

O governador também entrou em conflito com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ao insistir na abertura de escolas cívico-militares, mesmo após a prática ser considerada irregular e a criação das instituições ser suspensa.

Para Correia e Quadros, Simões não deveria ser eleito em outubro. Os dois defendem a retomada de políticas públicas, o fortalecimento dos serviços e servidores públicos e a proteção dos direitos sociais e constitucionais.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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