Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Augusto Cury chega ao terceiro lugar em pesquisas, diz vice da chapa

Júlio Delgado atribui avanço ao desempenho do candidato em debates e sabatinas e afirma que a campanha rompeu a polarização.

CORRESPONDENTE POLÍTICO | Vice de Cury comemora: “Somos a agulha que vai furar a bolha”

Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, alcançou o terceiro lugar em duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (31), atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na BTG/Nexus, Cury apareceu com 11%; na AtlasIntel, registrou 7,8% das intenções de voto.

Júlio Delgado, candidato a vice na chapa, afirmou que os trackings da campanha já apontavam crescimento na semana anterior, mas que o resultado acima de dois dígitos surpreendeu a equipe. Antes da sabatina de Cury ao Jornal Nacional, no sábado (29), Delgado também identificou receptividade durante uma visita à Rocinha, no Rio de Janeiro.

O desempenho nos debates

Na avaliação de Delgado, o debate da Band ajudou a apresentar ao eleitor a ligação entre o escritor de livros de autoajuda e o candidato à Presidência. Cury já tinha 8 milhões de seguidores antes da campanha, segundo o vice.

A equipe do Avante considera que um dos momentos decisivos do debate ocorreu quando Cury se dirigiu a Renan Santos e criticou seu comportamento. “Você tem um nível de agressividade que me assombra”, disse o candidato. Para Delgado, a fala foi recebida como um diagnóstico feito por um psicólogo.

O vice relaciona o crescimento de Cury à busca, por parte de eleitores que não escolheram Lula ou Flávio Bolsonaro, de uma alternativa à agressividade da polarização. “Bateu a estafa no povo brasileiro”, afirmou.

Reações às propostas

Delgado também atribuiu às reações nas redes sociais um sinal de que Cury começou a incomodar os adversários. Ele citou críticas às propostas apresentadas no Jornal Nacional, como a criação de um Ministério da Inteligência Artificial, o uso de drones no combate à violência contra a mulher e a aplicação da telemedicina em casos de saúde de menor complexidade.

A campanha defende que a telemedicina poderia resolver 80% desses atendimentos, evitando que pacientes aguardem 60 dias por um tratamento ambulatorial. Sobre os drones, a proposta prevê identificação facial do agressor, cruzamento de dados e localização posterior para prisão.

Delgado afirmou que forças policiais da China já usam drones para identificar rostos e localizar pessoas depois. Para ele, as críticas às propostas refletem resistência a soluções associadas ao século 21. O vice resumiu a estratégia da chapa dizendo: “Somos a agulhinha a furar a bolha”.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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