Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A cultura que acontece
Brasil

Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal passam a contar com a Interpol

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumiram em janeiro; PF descartou que estivessem entre crianças encontradas na Flórida.

Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal passam a contar com a Interpol

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026, passaram a contar com ferramentas da Interpol. Os irmãos sumiram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão, a cerca de 250 quilômetros de São Luís.

A Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira estava entre as 163 localizadas durante a operação Statewide Shield, realizada na Flórida, nos Estados Unidos. A possibilidade de que Allan estivesse entre elas havia sido levantada pela família depois da ação, anunciada em 2 de setembro pelo procurador-geral James Uthmeier.

A Polícia Civil do Maranhão afirmou que não há informação concreta de que os irmãos estejam fora do Brasil. “O alerta internacional não representa confirmação de localização no exterior nem alteração das linhas de investigação”, informou a corporação.

O desaparecimento e o acionamento da Interpol

Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Wanderson Kauã, de 8 anos, quando desapareceram. Em 7 de janeiro, Wanderson foi encontrado vivo. Os irmãos, porém, continuaram desaparecidos. A mãe, Clarisse Cardoso, acredita que os dois estejam vivos e tenham sido sequestrados.

Em 8 de setembro, a prefeitura de Bacabal encaminhou à Polícia Federal um pedido para cruzar fotos e dados das crianças com informações das pessoas encontradas na Flórida. Também solicitou a consulta dos nomes dos irmãos em cadastros internacionais de desaparecidos.

Nathaly Moraes, advogada da família, afirmou que o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal colocou ferramentas da Interpol à disposição. A advogada explicou que os mecanismos podem ajudar na localização das crianças e em uma eventual repatriação caso elas sejam encontradas em outro país.

A família também pediu que os irmãos fossem incluídos nas categorias amarela e azul de avisos da Interpol. A primeira é usada para ajudar a localizar pessoas desaparecidas; a segunda, para reunir informações sobre pessoas procuradas em investigações.

Material genético e falta de documentos

Em 9 de setembro, Clarisse apresentou pessoalmente a solicitação à Polícia Federal, em São Luís, acompanhada de Nathaly. Depois da reunião, a advogada disse que havia um indicativo de que uma criança localizada nos Estados Unidos pudesse ser Allan e que seria necessário comparar materiais genéticos. A mãe relatou ter percebido semelhanças ao observar fotografias, mas afirmou não ter certeza.

Mais tarde, a Polícia Federal descartou a presença de crianças brasileiras entre as resgatadas na operação americana. Mesmo assim, o material genético coletado pode ser usado em comparações relacionadas a buscas em outros países.

A falta de documentos de identificação também dificulta o caso. Segundo Nathaly, os irmãos nunca tiveram esse tipo de documentação, o que atrapalha o registro em bases oficiais e a identificação em eventuais localizações.

A prefeitura informou que continua contribuindo com as buscas e a investigação. O município também mantém acompanhamento social e psicológico e presta apoio à mãe, aos familiares e aos moradores da comunidade de São Sebastião dos Pretos.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5