Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Willer Tomaz pede devolução de R$ 163 milhões perdidos em apostas

Advogado próximo de Flávio Bolsonaro movimentou cerca de R$ 10 bilhões na Blaze em 2025 e foi alvo de busca da PF no caso do INSS.

Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, movimentou R$ 5 bilhões em bets e tenta recuperar R$ 163 milhões
Foto: Divulgação

O advogado Willer Tomaz entrou na Justiça para tentar recuperar R$ 163 milhões perdidos em apostas na Blaze. Ao longo de 2025, ele teria apostado quase R$ 5 bilhões e movimentado aproximadamente R$ 10 bilhões na plataforma, considerando depósitos, saques e valores recebidos.

Na ação, Tomaz afirma ter compulsão por jogos e argumenta que a empresa não adotou medidas suficientes diante do comportamento dele. O pedido ainda será analisado e não representa reconhecimento de direito ao ressarcimento.

A relação com a Blaze incluía participação no programa de fidelidade da plataforma. O advogado chegou ao nível 171 e tinha atendimento VIP.

Viagem e bônus de R$ 325 mil

Em 19 de janeiro, Tomaz voltou dos Estados Unidos ao Brasil ao lado de Flávio Bolsonaro e familiares do senador, em um jatinho no qual tinha participação. A aeronave também mantinha ligação empresarial com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master.

No mesmo dia, registros apresentados no processo indicam que Tomaz depositou R$ 500 mil pela manhã e fez saques que totalizaram R$ 1 milhão. Mais tarde, recebeu um bônus de fidelidade de R$ 325 mil, valor perdido em poucos minutos, conforme os documentos citados na ação.

A proximidade entre Tomaz e Flávio foi confirmada publicamente pelo próprio candidato do PL, que o chamou de “amigo próximo”. Empresas ligadas ao advogado também tiveram imóveis usados pelo senador e por familiares. Em 2022, Flávio tentou viabilizar o nome de Tomaz para uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Busca da Polícia Federal

Tomaz também foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades relacionadas a benefícios do INSS.

De acordo com a PF, empresas e escritórios ligados ao advogado poderiam funcionar como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” para beneficiários investigados. A defesa nega envolvimento nas fraudes e afirma que Tomaz não é investigado na operação.

Flávio Bolsonaro saiu em defesa do advogado e disse que ele estaria sofrendo perseguição por causa da amizade entre os dois.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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