O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu a autonomia dos estados para definir suas políticas de segurança pública e disse que o governo federal deve concentrar esforços nos crimes de competência da União. A declaração foi dada em entrevista nesta quinta-feira (17).
Para Caiado, a Constituição estabelece diretrizes gerais, mas não deve impedir que os governadores escolham as estratégias adotadas em cada estado. “A autonomia dos estados foi uma peça que nós alteramos para que prevalecesse a Constituinte de 1988”, afirmou. Na avaliação dele, caberia ao presidente da República atuar diretamente nos crimes federais.
Entre as propostas apresentadas, está a criação de um Ministério da Segurança Pública com acesso integrado a informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Receita Federal, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da área de inteligência da Polícia Federal.
Sistema de informações e presídios
O candidato chamou a estrutura de “Sentinela”. A ideia, segundo ele, é compartilhar dados com as forças estaduais, comunicar as polícias e as secretarias de Segurança e identificar empresas envolvidas em fraudes. Caiado também prometeu construir 40 novos presídios, todos com scanners corporais, para auxiliar na contenção da população carcerária.
Sobre as câmeras corporais usadas por policiais, Caiado afirmou que a decisão deve ser dos governadores, e não do presidente. Ele disse que o equipamento não pode ser avaliado da mesma forma em operações realizadas na Faria Lima e em Paraisópolis.
O candidato argumentou que o risco enfrentado pelos agentes varia conforme a região e o tipo de operação. Segundo ele, áreas mais conflagradas podem envolver presença de pessoas com fuzis e lançamento de granadas, o que exigiria preparação específica das forças de segurança.
Caiado foi o terceiro presidenciável entrevistado pelo Jornal da Record na rodada iniciada com Lula, na terça-feira (16), e seguida por Romeu Zema. Flávio Bolsonaro (PL) está previsto para a sexta-feira (18). Na próxima semana, participam Augusto Cury (Avante), no dia 19, e Renan Santos (Missão), no dia 22. As entrevistas têm duração de 30 minutos.







