GOIÁS — O percentual de trabalhadores por conta própria com empreendimentos registrados no CNPJ atingiu o maior nível da série histórica em Goiás. Em 2025, 34,5% desse grupo estava formalizado, acima da média brasileira de 27,1% e na sexta posição entre as unidades da Federação.
O levantamento também registrou crescimento da associação a cooperativas de trabalho ou produção no estado. Entre empregadores e trabalhadores por conta própria, 3,6% estavam ligados a esse tipo de organização em 2025. O resultado representa alta de 0,8 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice era de 2,8%. Em números absolutos, o total passou de 30 mil para 38 mil pessoas.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no levantamento sobre as características adicionais do mercado de trabalho em 2025.
Formalização dos autônomos
A proporção de trabalhadores por conta própria goianos com CNPJ era de 17,6% em 2012. Em 2025, chegou a 34,5%, aumento de 16,9 pontos percentuais. No mesmo período, a parcela sem CNPJ caiu de 82,4% para 65,5%.
Goiás ficou atrás de Santa Catarina, com 41,4%; São Paulo, com 39,4%; Distrito Federal, com 36,8%; Rio Grande do Sul, com 36,6%; e Paraná, com 35,3%.
A PNAD Contínua estima que o estado tinha 1,075 milhão de pessoas ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria em 2025. Desse total, 721 mil eram homens e 354 mil eram mulheres.
Entre os empregadores, a presença de CNPJ alcançou 83,5%, acima da média nacional de 81,1%. Em 2012, o índice goiano era de 73,3%, o que representa avanço de 10,2 pontos percentuais.
Cooperativas retomam participação
O índice de 2025 fez Goiás voltar ao patamar de 2022, mas o estado permaneceu abaixo da média brasileira, de 4,7%. A unidade ocupou a 20ª posição, empatada com o Ceará.
Os maiores percentuais de associação a cooperativas foram registrados no Rio Grande do Sul, com 8,7%; em Santa Catarina, com 7,8%; em Rondônia, com 6,9%; e no Paraná, também com 6,9%.
A série goiana alcançou 6,2% em 2014, maior percentual registrado. Depois, recuou para 3% em 2017 e novamente em 2019. Em 2022, voltou a oscilar em níveis mais altos: chegou a 3,9% em 2023, caiu para 2,8% em 2024 e subiu para 3,6% em 2025.
No país, o movimento foi diferente no longo prazo. A proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria associados a cooperativas caiu de 6,3% em 2012 para 4,7% em 2025.
Sindicalização permanece baixa
A participação em sindicatos alcançou 4,8% entre as pessoas de 14 anos ou mais ocupadas ou que já haviam trabalhado em Goiás. O percentual ficou na quinta menor posição do país, à frente apenas do Rio de Janeiro, com 4,6%; Amazonas, com 4,2%; Roraima, com 4,1%; e Amapá, com 3,8%.
A média brasileira foi de 7,6%. Piauí liderou, com 16,9%, seguido pelo Distrito Federal, com 14%, e pelo Maranhão, com 12,8%.
A série histórica mostra que a taxa goiana era de 9% em 2012 e chegou ao máximo de 10,9% em 2014. Em 2025, o indicador estava 4,2 pontos percentuais abaixo do resultado de 2012. Entre 2023 e 2025, porém, houve uma recuperação: o índice passou de 4,5% para 4,8%.
No Brasil, a sindicalização caiu de 13,6% em 2012 para 7,6% em 2025, redução de 6 pontos percentuais.
Além desses indicadores, o levantamento apontou que Goiás atingiu, em 2025, o maior percentual da série de pessoas ocupadas com ensino superior completo: 23,1%. O resultado ficou abaixo da média nacional de 24,9%.
A série histórica dos módulos temáticos considera 2012 a 2019 e 2022 a 2025. Os anos de 2020 e 2021 não integram esse recorte por causa das dificuldades de coleta provocadas pela pandemia.







