Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Supremo homologa delação de empresário ligado a pagamentos de Dark Horse

Antonio Carlos Freixo Junior afirmou à PGR que movimentou mais de R$ 1,3 bilhão para Daniel Vorcaro entre 2020 e 2025.

Mendonça homologa delação premiada do empresário que fez pagamentos milionários para filme sobre Jair Bolsonaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O ministro André Mendonça homologou, nesta quarta-feira (9), a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, empresário que fez pagamentos milionários ligados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os depósitos, segundo o acordo, foram realizados a mando de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, é proprietário da Entre Investimentos e foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema financeiro a partir do Banco Master. Em agosto, após quatro meses de negociação, ele firmou um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República.

À PGR, o empresário declarou ter movimentado mais de R$ 1,3 bilhão para Vorcaro entre 2020 e 2025. Também relatou que entregava dinheiro vivo em malas ao banqueiro, provavelmente para o pagamento de propina.

A colaboração inclui informações sobre transferências para o fundo de investimentos Havengate, nos Estados Unidos. A Polícia Federal apura se todo o dinheiro enviado ao fundo foi usado para financiar “Dark Horse”, conforme afirmam o senador Flávio Bolsonaro e a produtora do filme.

Transferências para o fundo

Freixo Junior listou sete repasses ao Havengate, realizados de janeiro a setembro de 2025. O total superou US$ 12 milhões, valor equivalente a quase R$ 63 milhões à época. Segundo o empresário, Vorcaro havia combinado um repasse de US$ 24 milhões, dividido em dez cotas até janeiro de 2026. Os pagamentos restantes, porém, não foram realizados. O banqueiro foi preso em novembro de 2025.

O empresário entregou à PGR comprovantes das transferências e e-mails trocados com Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e responsável pelo fundo. A PF investiga se parte do dinheiro financiou Eduardo nos Estados Unidos e se outros pagamentos feitos no exterior, por meio da Entre Investments and Arbitrage, nas Bahamas, foram destinados ao Havengate ou a pessoas ligadas a ele.

Com a homologação pelo Supremo, a PGR ouvirá novos depoimentos, analisará os documentos apresentados e definirá os próximos passos da investigação.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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