Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pagamentos da produtora de Dark Horse incluem quatro faturas de Mário Frias

Registros da Go Up Entertainment apontam despesas de até R$ 36.857,35 durante a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme
Foto: Reprodução

Registros de pagamentos da Go Up Entertainment indicam que a produtora de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, quitou ao menos quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP). Os pagamentos ocorreram entre agosto e novembro de 2025, com valores de R$ 32,6 mil a R$ 36,8 mil.

As despesas identificadas nos registros são:

  • fatura de 25/08/2025, paga em 22/08/2025: R$ 32.604,39;
  • fatura de 25/09/2025, paga em 25/09/2025: R$ 34.164,08;
  • fatura de 25/10/2025, paga em 21/10/2025: R$ 33.242,21;
  • fatura de 25/11/2025, paga em 19/11/2025: R$ 36.857,35.

Frias trabalha como roteirista e produtor-executivo do filme, que narra a história do ex-presidente. A assessoria do deputado não respondeu aos questionamentos até a última atualização.

Investigações sobre o filme

A produção passou a ser investigada após informações sobre um possível financiamento feito por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O ex-banqueiro está preso em Brasília.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação relacionada ao financiamento de Dark Horse. Mário Frias e Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, foram alvos da ação.

De acordo com a PF, a operação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A corporação informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação considera suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Após a operação, Frias publicou um vídeo nas redes sociais em que negou irregularidades. O parlamentar afirmou que vai colaborar com as investigações, entregar os documentos necessários e que acredita no arquivamento do caso.

Há duas investigações sobre o filme sob supervisão de ministros do Supremo Tribunal Federal. O inquérito relatado por Flávio Dino apura o possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público recebido por entidades e empresas ligadas à produtora.

Já o procedimento sob relatoria de André Mendonça examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, e o caminho percorrido por esse dinheiro.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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