Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Roscoe recebeu R$ 900 mil de ex-controlador do Banco Neon

Doação foi feita em duas transferências por Carlos Geo Quick, que virou réu por crimes contra o sistema financeiro nacional em 2025.

Candidato de Flávio Bolsonaro e Nikolas em MG recebeu R$ 900 mil de banqueiro denunciado por fraude
Foto: Thiago Kremers/AtoPress/Folhapress

Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo de Minas Gerais, recebeu R$ 900 mil em doações de Carlos Geo Quick, ex-controlador do Banco Neon. O empresário virou réu na Justiça Federal em abril de 2025, após denúncia do Ministério Público Federal por crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta por meio de operações de crédito fictícias.

Os dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral mostram que o dinheiro foi transferido em agosto, dividido em duas parcelas: R$ 380 mil e R$ 520 mil. Até 9 de setembro, o valor era a 21ª maior doação individual feita por uma pessoa física nas eleições em todo o país.

A contribuição foi destinada à campanha de Roscoe, que nesta quarta-feira, 9 de setembro, participou de uma motociata e de um comício em Juiz de Fora ao lado do senador Flávio Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira. Os dois apoiam a candidatura do empresário, filiado ao PL desde março de 2026.

A defesa do candidato

A assessoria de Roscoe afirmou, em mensagem enviada por WhatsApp, que a doação foi feita diretamente ao partido, de forma legal, transparente e declarada pelo doador. Também disse que a relação entre o candidato e Quick se limita ao convívio no meio empresarial de Minas Gerais.

Segundo a assessoria, a campanha será financiada por doações privadas declaradas, sem uso de recursos públicos ou do Fundo Partidário. A defesa de Quick afirmou que ele não tem relação comercial com Roscoe e que fez a contribuição por acreditar nas propostas do candidato.

Sobre as acusações apresentadas pelo Ministério Público Federal, os advogados disseram que Quick não se manifestaria. Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira não responderam aos questionamentos.

Acusações contra Quick

Quick e seus sócios controlavam o Banco Neon, antigo Banco Pottencial, e a empresa Pottencial Assessoria e Consultoria, conhecida como PAC. Conforme as investigações do Ministério Público Federal, a PAC captava recursos sem autorização do Banco Central.

Empresas depositavam dinheiro na consultoria com a expectativa de rendimento. Quando tentavam resgatar os valores, os controladores simulavam empréstimos no Banco Neon no mesmo montante solicitado. Assim, os investidores apareciam como devedores de operações que não haviam contratado, enquanto o banco registrava receitas falsas de juros.

O Banco Neon foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em maio de 2018. Em março de 2025, o Ministério Público Federal apresentou a denúncia contra Quick. No fim de abril, a Justiça Federal em Belo Horizonte aceitou a acusação por crimes relacionados à gestão do banco, ao prejuízo de investidores e à operação de uma estrutura financeira sem autorização.

Durante o ato em Juiz de Fora, Flávio Bolsonaro refez o trajeto percorrido por Jair Bolsonaro no atentado de 2018. A mobilização havia sido tentada em 17 de agosto, mas uma tempestade levou a comitiva a transferir o encontro para um ginásio em Belo Horizonte.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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