Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Governo de Minas suspende contrato de R$ 237,6 milhões com a Renapsi

Parceria para inserir 10.000 estudantes no mercado de trabalho foi assinada em março e ainda não havia começado a operar.

Entenda o contrato suspenso pelo governo de Minas com empresa ligada ao PCC

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), determinou a suspensão do contrato de R$ 237,6 milhões entre o governo estadual e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). A medida também interrompe qualquer pagamento à entidade, que tem entre seus fundadores Adair Meira, investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Assinado em março, ainda na gestão de Romeu Zema (Novo), o acordo teria duração de dois anos. A contratação foi feita pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social para executar o programa Evolução Jovem, voltado à inserção de 10.000 estudantes da rede estadual no mercado de trabalho. Segundo Simões, o contrato ainda não havia começado a operar.

A decisão veio após a divulgação de informações sobre a investigação envolvendo Meira e depois de o deputado estadual Professor Cleiton (PV) solicitar apurações ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). O pedido foi apresentado com base na denúncia levada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Investigação

Meira está preso em São Paulo sob suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma fintech ligada ao PCC. A Polícia Civil afirma que ele é o “real dono” da Renapsi e que a entidade teria sido usada para pagar boletos da 4TBank, criada por um integrante da organização criminosa.

As investigações apontam que parte dos valores era transferida para outras empresas de Meira, enquanto outra parcela era entregue em espécie. Os recursos chegaram a ser transportados de helicóptero.

A Renapsi declarou que não é alvo da investigação e que Meira não ocupa cargo de gestão nem mantém vínculo administrativo com a organização. A defesa afirmou que a prisão ocorreu durante uma investigação ainda em andamento e que as acusações serão esclarecidas no processo. Também negou que ele integre os quadros diretivos, administrativos ou operacionais da entidade.

Antes da suspensão, o governo havia informado que a contratação seguiu os trâmites legais e que não existia impedimento para manter a parceria. No vídeo em que anunciou a medida, Simões disse: “Qualquer denúncia é para a gente motivo para interromper a prestação de serviço”. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) foi acionada para analisar o contrato.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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