Laudos periciais apresentados pelo Ministério Público contestam a versão do policial militar Vinicius Costa Silva, acusado de matar a companheira Larissa da Cruz Morata em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A promotora Camila Bonafini Pereira afirma que os exames indicam que o disparo atingiu a técnica em radiologia por trás, enquanto ela estava em pé, e não foi encostado na cabeça.
A perícia também identificou que o projétil seguiu da esquerda para a direita. Larissa era destra. Para o Ministério Público, esses elementos contradizem a afirmação de Silva de que a mulher teria tirado a própria vida depois que ele pediu a separação.
Acusação e pedidos à Justiça
Na reconstrução apresentada pela Promotoria, o soldado entrou no banheiro onde Larissa estava e disparou contra a cabeça dela com um revólver Taurus calibre .357 Magnum. A acusação sustenta que o ataque foi repentino e não permitiu chance de defesa.
O Ministério Público denunciou Silva por feminicídio e pediu que ele seja submetido ao Tribunal do Júri. Também solicitou a prisão preventiva e a definição de uma indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros da vítima, entre eles o filho de dois anos do casal.
A denúncia foi protocolada nesta semana e tramita sob segredo de Justiça. Se a Justiça aceitar a acusação, o policial se tornará réu e será iniciada uma ação penal.
Prisão e contexto do caso
Larissa morreu no dia 6 de setembro. Silva foi preso no dia seguinte e permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.
A Promotoria enquadrou o caso como feminicídio por considerar que a morte ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar. O casal mantinha união estável, morava na mesma casa e tinha um filho.
O advogado Roberto Montanari não respondeu às mensagens e ligações feitas nesta quarta-feira (30) sobre a denúncia. Silva nega o crime.








