Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Laudos contestam versão de PM denunciado por morte de companheira em Embu das Artes

Promotoria aponta trajetória do disparo e pede prisão preventiva, indenização e julgamento pelo Tribunal do Júri.

Laudos contestam versão de PM denunciado por morte de companheira em Embu das Artes

Laudos periciais apresentados pelo Ministério Público contestam a versão do policial militar Vinicius Costa Silva, acusado de matar a companheira Larissa da Cruz Morata em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A promotora Camila Bonafini Pereira afirma que os exames indicam que o disparo atingiu a técnica em radiologia por trás, enquanto ela estava em pé, e não foi encostado na cabeça.

A perícia também identificou que o projétil seguiu da esquerda para a direita. Larissa era destra. Para o Ministério Público, esses elementos contradizem a afirmação de Silva de que a mulher teria tirado a própria vida depois que ele pediu a separação.

Acusação e pedidos à Justiça

Na reconstrução apresentada pela Promotoria, o soldado entrou no banheiro onde Larissa estava e disparou contra a cabeça dela com um revólver Taurus calibre .357 Magnum. A acusação sustenta que o ataque foi repentino e não permitiu chance de defesa.

O Ministério Público denunciou Silva por feminicídio e pediu que ele seja submetido ao Tribunal do Júri. Também solicitou a prisão preventiva e a definição de uma indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros da vítima, entre eles o filho de dois anos do casal.

A denúncia foi protocolada nesta semana e tramita sob segredo de Justiça. Se a Justiça aceitar a acusação, o policial se tornará réu e será iniciada uma ação penal.

Prisão e contexto do caso

Larissa morreu no dia 6 de setembro. Silva foi preso no dia seguinte e permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

A Promotoria enquadrou o caso como feminicídio por considerar que a morte ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar. O casal mantinha união estável, morava na mesma casa e tinha um filho.

O advogado Roberto Montanari não respondeu às mensagens e ligações feitas nesta quarta-feira (30) sobre a denúncia. Silva nega o crime.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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