Ouro Preto, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Queda em Santa Catarina eleva mortes de helicóptero a 21 no ano

Acidente que matou o cantor Rick ocorreu fora do Rio, onde ficou concentrada a maior parte dos casos recentes.

Queda em Santa Catarina eleva mortes de helicóptero a 21 no ano

A localização dos destroços de um helicóptero em Santa Catarina, nesta terça-feira (22), elevou para 21 o número de mortos em acidentes com esse tipo de aeronave no Brasil em 2026. O acidente matou o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o piloto, o copiloto e um videomaker.

A aeronave havia saído de Porto Belo, no litoral, com destino a São Joaquim na segunda-feira (21). O contato foi perdido durante o trajeto, e o helicóptero foi considerado desaparecido. Os destroços foram encontrados depois de 13 horas de operação, em uma área de mata de difícil acesso, por uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina com apoio da FAB (Força Aérea Brasileira).

Com cinco acidentes fatais e 21 óbitos, 2026 passou a ter o maior número de mortes em acidentes de helicóptero desde ao menos 2018, quando começou a série estatística publicada pela Aeronáutica. O total supera as 16 mortes registradas em todo 2018. No ano passado, foram sete mortes; em 2024, 15.

Os dados estão no Painel Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Força Aérea Brasileira. As mortes em helicópteros correspondem a 43% dos óbitos em acidentes aéreos no país neste ano.

O crescimento ocorre paralelamente à expansão da frota. Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro, da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a aviação executiva, que inclui helicópteros, passou de 9.460 aeronaves em maio de 2022 para 11.362 em maio de 2026, alta de 20,1% em quatro anos. A frota específica de helicópteros cresceu cerca de 23% entre maio de 2024 e maio de 2026, de 1.889 para 2.315 unidades.

O especialista em segurança de aviação e aeronavegabilidade continuada João Luna afirma que o número absoluto de mortes, sozinho, não permite concluir que a segurança operacional piorou, por não configurar “uma tendência estrutural”. Para uma avaliação mais precisa, ele recomenda analisar também a taxa de acidentes por horas voadas, a proporção de acidentes fatais, a severidade média dos casos e a evolução de cada segmento ao longo de vários anos.

O Rio de Janeiro concentrou 64% dos acidentes e incidentes com helicópteros registrados no país de janeiro de 2025 a junho de 2026. Em 14 de junho, uma colisão entre duas aeronaves sobre a avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, matou seis pessoas, entre elas o cantor americano Oliver Tree. Em 8 de agosto, a queda de um helicóptero de voo panorâmico perto da Vista Chinesa matou o piloto e três turistas colombianas da mesma família.

Para Luna, o padrão está ligado ao perfil de operação da região, com voos panorâmicos e de táxi aéreo urbano em espaço aéreo de alta densidade. Ele defende o reforço dos Sistemas de Gerenciamento de Segurança Operacional, da cultura de reporte voluntário e do planejamento de voo em corredores compartilhados.

Texto produzido pela Redação Cultura em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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